- A médica Vonda Wright diz que a menopausa é um evento musculoesquelético, com perda de massa muscular, dores articulares e redução da densidade óssea, afetando cerca de setenta por cento das mulheres nessa fase.
- Um estudo de dois mil e vinte e quatro indica que vinte e cinco por cento dessas mulheres ficam incapacitadas por esses sintomas durante a transição da perimenopausa para a pós-menopausa.
- A recomendação é treino de força três a quatro vezes por semana, combinado com treino aeróbico; caminhar ajuda, mas não constrói músculo.
- O foco deve ser a força, não a magreza; perder peso excessivamente pode levar à perda de músculo, exigindo orientação médica e atenção à proteína e nutrientes.
- A reposição hormonal pode ajudar em mulheres sem contraindicações, mas não resolve tudo; a prática diária e escolhas de estilo de vida são fundamentais para o bem-estar na meia-idade.
A médica Vonda Wright, cirurgiã ortopédica e especialista em medicina do esporte, ressalta que a menopausa vai além de calorões e insônia. Ela descreve o climatério como um evento musculoesquelético que afeta cerca de 70% das mulheres nessa fase. O tema é visto como essencial para o bem-estar presente e a autonomia futura.
Em estudo de 2024, Wright aponta que 25% das mulheres em transição da perimenopausa para a pós-menopausa podem ficar incapacitadas por dores, perda de massa muscular e queda na densidade óssea. A condição costuma passar despercebida até surgirem fraturas ou dor generalizada.
A médica afirma que agir é crucial. Segundo ela, envelhecer não significa apenas deixar o tempo passar; é preciso ter um plano de cuidado, como se fosse uma lesão esportiva, para chegar bem ao fim do processo.
No Brasil, Wright lançou o livro Indestrutível, que orienta como manter músculos, ossos fortes, mobilidade e autonomia ao longo da vida. A obra enfatiza escolhas de ferramentas para equilibrar o sistema de cuidados durante a menopausa.
Treino de força é fundamental
Mulheres devem adotar atividade física regular, sem a exigência de se tornarem atletas. A combinação correta envolve treino de força três a quatro vezes por semana, aliado a exercícios aeróbicos para saúde cardiopulmonar.
Para quem está começando, a recomendação é partir do próprio corpo e evoluir gradualmente. Sedentárias podem iniciar com agachamentos e flexões assistidas, aumentando a carga ao longo de meses.
O treinamento contínuo, com foco na musculatura, ajuda na manutenção óssea, mobilidade articular e equilíbrio. Caminhadas são benéficas, mas não substituem a musculação para construção muscular.
Foco em força, não em magreza
A especialista critica padrões de corpos extremamente magros na moda e alerta para um fenômeno chamado esqueletização. O objetivo na meia-idade deve ser a força, não a magreza excessiva.
Emagrecimento rápido pode reduzir músculos além de gordura. Por isso, a orientação é buscar perdas de peso com acompanhamento médico, assegurando ingestão adequada de proteína e nutrientes para preservar a musculatura.
A mensagem é clara: manter a liberdade de mobilidade na meia-idade depende de manter a força, em vez de priorizar apenas a estética.
Reposição hormonal
A queda de estrogênio afeta articulações, cartilagens e tecidos. O hormônio tem papel anti-inflamatório e sua redução pode aumentar dores e inflamações.
Para mulheres com indicação médica, a reposição hormonal pode trazer equilíbrio e auxiliar na composição corporal e proteção óssea. Contudo, não resolve a equação sozinha, segundo Wright.
A conclusão prática é que o bem-estar na menopausa depende de hábitos diários consistentes. Medicamentos ajudam, mas não substituem rotina e escolhas de estilo de vida para fortalecer músculos e ossos.
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