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Site monitora jatos de ultrarricos para prever crise global

Sistema rastreia cerca de 11 mil jatos privados para detectar picos de atividade e indicar tensões entre elites ante eventuais crises globais

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  • Kyle McDonald criou o Sistema de Alerta Precoce do Apocalipse, que rastreia jatos privados usando uma rede mundial de receptores ADS-B e identifica cerca de 11 mil aeronaves.
  • O sistema compara os dados em tempo real com padrões históricos para definir níveis de alerta de 1 a 5, sendo o cinco o mais alto.
  • Quando há desvios relevantes, o sistema pode enviar alertas automáticos por Telegram, e-mail ou mensagem de texto.
  • A iniciativa surgiu a partir de uma leitura sobre a ameaça de Donald Trump ao Irã; o maior pico de atividade registrado até hoje ocorreu em 6 de abril, dia em que houve ofensiva iraniana contra alvos americanos e israelenses.
  • McDonald trabalha com inteligência artificial e vê o rastreador como uma forma de observar o poder; o projeto também gerou receita de inscrições, além de servir como obra de arte e serviço de software.

Um programador e artista de Los Angeles desenvolveu um sistema que monitoriza jatos privados ao redor do mundo. A ideia é detectar, a partir de padrões de voos, sinais de que elites próximas ao poder possam antecipar acontecimentos de grande impacto.

O projeto, chamado Sistema de Alerta Precoce do Apocalipse, analisa dados de receptores de rádio que captam sinais ADS-B. Com isso, identifica cerca de 11 mil jatos privados e de fretamento. Os critérios geram uma escala de alerta de 1 a 5.

O método compara voos em tempo real com padrões históricos e usa o critério de desvios para acionar alertas automáticos por Telegram, e-mail ou SMS. A ideia é observar se atividades aéreas incomuns ocorrem.

Como funciona o rastreador de jatos privados

O rastreador fica atento a uma rede mundial de receptores ADS-B que transmitem posição, velocidade e altitude. A partir desses dados, o sistema gera a contagem de jatos no ar e compara com a média histórica.

Se a contagem se eleva acima de certos limiares, o sistema aponta alertas com base em desvios padronizados. O objetivo é indicar eventos relevantes na dinâmica de deslocamento de aeronaves executivas.

O criador do sistema afirma que o objetivo não é prever o apocalipse, mas indicar padrões emergentes. Em casos de pico extremo, o sistema pode sinalizar situações que exijam maior vigilância.

Quem está envolvido e por quê

Kyle McDonald, programador de 25 anos, desenvolveu o projeto com base em um conceito de programação orientada a IA. Ele utiliza uma técnica chamada vibe coding para construir parte do software com auxílio de inteligência artificial.

McDonald mantém a renda dividida entre consultoria para tecnologia e arte, e o restante investe em projetos. Cerca de 2,5 mil seguidores assinam gratuitamente as atualizações; outros pagam para receber alertas por SMS ou e-mail.

Contexto e recepção

A origem do rastreador está ligada a perguntas sobre acesso a informações sensíveis em momentos de crise. A motivação surgiu após uma ameaça de Donald Trump envolvendo o Irã, que o levou a pensar sobre quem tem acesso a informações críticas.

Analistas citados pelo The Washington Post relacionam o tema ao medo de elites de enfrentar consequências de crises. O estudo de Rushkoff em Survival of the Richest é citado para ampliar esse debate sobre a preparação de ultrarricos.

Observação e limites

O criador reconhece que altos níveis de alerta podem ocorrer por motivos banais, como feriados ou grandes eventos políticos com deslocamento de ricos. O rastreador não é uma ferramenta científica, mas um indicador de padrões de comportamento.

O projeto já recebeu cobertura de veículos como DW e já gerou discussões sobre vigilância, poder e privilégio. O autor afirma que a intenção é provocar reflexão sobre a relação entre tecnologia, informação e elite.

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