- ONU alerta que o El Niño pode retornar ainda este ano, com intensidade moderada ou forte, possivelmente no final de junho.
- O fenômeno pode trazer chuvas intensas ao Sul e parte do Sudeste, e secas ao Nordeste e à Amazônia.
- Rios amazônicos já registraram níveis baixos em episódios anteriores do El Niño.
- O episódio de 2023 a 2024 ficou conhecido como “Super El Niño”, mas essa classificação não é oficial; ainda assim, estragos podem ocorrer sem ele.
- O El Niño resulta do aquecimento das águas do Pacífico Equatorial; a intensidade depende de medições de temperatura por meses, e modelos atuais divergem sobre a força do próximo episódio.
O fenômeno El Niño pode retornar ainda neste ano, em intensidade moderada ou forte, segundo alertas da ONU. Em entrevista ao CNN Novo Dia, o analista de Clima e Meio Ambiente Pedro Côrtes afirma que não é necessário um “Super El Niño” para causar dificuldades climáticas no Brasil.
As previsões indicam que o retorno pode ocorrer já no final de junho, com impactos que preocupam meteorologistas e autoridades. Governos são orientados a se preparar com antecedência para eventuais consequências.
Impactos regionais esperados
Côrtes explica que o El Niño costuma provocar mudanças climáticas em várias regiões do país, aumentando chuvas no Sul e parte do Sudeste, ao mesmo tempo em que favorece secas no Nordeste e na Amazônia. rios amazônicos já registraram níveis baixos em episódios anteriores.
O episódio mais recente, entre 2023 e 2024, ficou conhecido como “Super El Niño”, embora a designação não seja oficial. Mesmo assim, gerou impactos graves, incluindo ocorrências de enchentes e secas em áreas distintas.
Características do fenômeno
O analista descreve o El Niño como aquecimento das águas do Pacífico Equatorial. Depois de uma média de 30 anos, quando a temperatura fica acima de 0,5°C por três meses, caracteriza-se o fenômeno. O oposto, abaixo de 0,5°C, define o La Niña.
A noção de “Super El Niño” surge quando a temperatura sobe acima de 2,5°C. Ainda não há consenso sobre a intensidade que deverá ocorrer neste ano, pois os modelos climáticos apresentam resultados divergentes. Mesmo assim, o aquecimento global das águas pode gerar tempestades relevantes em várias regiões.
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