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Dataland inaugura em Los Angeles, o primeiro museu de arte com IA

Primeiro museu de arte com IA abre em Los Angeles, oferecendo experiência imersiva que usa biometria e aromas, em meio a debates sobre IA

Dataland 1 — Foto: Refik Anadol Studio
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  • O Dataland, primeiro museu de arte com IA do mundo, abrirá em Los Angeles no dia 20 de junho com uma experiência imersiva na floresta tropical.
  • A exposição inaugural, “Machine Dreams: Rainforest”, mistura biometria, aromas, sons e luzes para transformar a percepção entre natureza e tecnologia.
  • Os criadores são Refik Anadol Anadol e Efsun Erkılıç, que apresentam a IA como aliada da humanidade, em vez de antagonista.
  • O motor da mostra é o Large Nature Model, IA multimodal treinada com dados ambientais; o processamento ocorre em cluster do Google Cloud no Oregon, sustentado por energia renovável.
  • A curadoria envolve parcerias com instituições como Smithsonian, Museu de História Natural de Londres e a comunidade Yawanawá, além de iniciativas com L’Oréal Luxe e Data.Chocolate para experiências olfativas e gustativas.

O Dataland, o primeiro museu de arte com IA do mundo, abre as portas em Los Angeles no dia 20 de junho. A mostra imersiva leva o visitante a uma floresta tropical, com biometria, aromas, sons e luzes que conectam natureza e tecnologia. O objetivo é transformar a experiência ao transformar dados em sensações.

A edição inaugural, intitulada Machine Dreams: Rainforest, apresenta uma jornada que começa com integração espacial e compartilhamento voluntário de dados biométricos. Guiado por voz feminina de sotaque britânico, o visitante avança para uma caverna de luz, som e pisos líquidos.

O projeto é assinado por Refik Anadol e a cofundadora Efsun Erkılıç, buscando demonstrar que IA pode ser aliada da humanidade quando bem orientada. O museu está sendo desenvolvido em parceria com instituições culturais e educacionais, como Smithsonian e Cornell Lab of Ornithology.

Detalhes da experiência

A mostra utiliza o Large Nature Model, IA multimodal de código aberto, treinada com dados ambientais. O processamento ocorre em número limitado de servidores do Google Cloud no Oregon, movidos por energia renovável em 87%. A energia por visitante é comparável à de um smartphone.

A narrativa utiliza a Floresta Tropical real como ponto de partida, com ambientação olfativa criada pela parceria com a L’Oréal Luxe e uma degustação de Data.Chocolate em colaboração com Valerie Confections. O objetivo é explorar nostalgia, surrealismo e cognição sob a ótica da IA.

Parcerias culturais ajudam a fundamentar a experiência, incluindo colaborações com Google Quantum AI e Envisioning Studio, além da comunidade indígena Yawanawá, na Amazônia. A equipe reforça que o acervo envolve ética na coleta de dados e uso de imagens de natureza.

A proposta do museu é apresentar IA como reflexo da civilização, não como antagonista. Anadol e Erkılıç destacam que o projeto cita expedientes de campo para coletar telemetria bruta, mantendo foco em responsabilidade ambiental.

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