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Eletrônicos podem estragar em dias de chuva mesmo desconectados

Descarregas atingem aparelhos mesmo sem tomada; proteja-se com DPS no quadro elétrico, filtros de linha certificados e aterramento adequado

Eletrônico estragou em dias de chuva mesmo fora da tomada? Evite — Foto: Imagem gerada com IA
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  • O Brasil registrou média de 118 milhões de descargas atmosféricas por ano entre 2018 e 2022, segundo o Elat do Inpe, gerando cerca de R$ 1 bilhão em prejuízos a tecnologia, telecomunicações e indústria.
  • Desconectar o plugue da tomada não garante proteção total: o surto pode entrar por cabos de rede, antena, tubulações ou estruturas metálicas da edificação.
  • O raio pode induzir corrente em condutores e até induzir tensões em circuitos sensíveis, causando danos mesmo sem conexão direta à tomada (fenômeno conhecido como LEMP).
  • A proteção eficaz envolve um sistema em camadas: DPS no quadro elétrico, filtros de linha de boa qualidade e aterramento adequado; a combinação entre Classe I, II e III aumenta a defesa.
  • Em aparelhos que ficam ligados o tempo todo (roteadores, modems, micro-ondas), use filtros de linha certificados e verifique o DPS após tempestades, substituindo-o se necessário. Evite mexer em cabos durante a chuva.

O Brasil lidera a incidência de raios, com média de 118 milhões de descargas atmosféricas por ano entre 2018 e 2022. O dado é do Elat, do INPE. Prejuízos na tecnologia, telecomunicações e indústria alcançam cerca de 1 bilhão de reais anuais. Muitos lares veem TVs e roteadores queimarem indiretamente durante chuva.

Especialistas consultados pelo TechTudo explicam que a proteção vai além de desconectar o aparelho. Cabos de rede, TV a cabo, antenas e tubulações podem atuar como trilhas para a energia atmosférica, atingindo componentes sensíveis mesmo sem plugado na tomada.

O que acontece, onde ocorre e por quê

A descarga pode induzir corrente em condutores próximos à residência, caso haja campo eletromagnético intenso. Roteadores e modems aparecem entre os aparelhos mais vulneráveis, segundo os especialistas, por receberem bets de tensão vindos das linhas de sinal.

Indução eletromagnética também preocupa. Em raios muito próximos, campos magnéticos podem induzir tensões diretas em circuitos internos, o que aumenta o risco mesmo sem conexão direta a cabos. Chips modernos operam com tensões muito baixas, aumentando a vulnerabilidade.

Desconectar cabos na tempestade não é consenso entre os especialistas. A orientação prática comum é agir com antecedência. Desconectar no momento da chuva pode gerar arco elétrico entre tomada e plugue, com risco de queimaduras ou choque, segundo os profissionais.

Proteção automática e proteção para equipamentos ligados

A defesa mais eficaz é um DPS instalado no quadro de energia, que desvia o excesso de tensão para o aterramento em frações de segundos. Recomenda-se um sistema em camadas, com DPS no quadro e filtros de linha de qualidade nas tomadas.

A proteção também depende de componentes complementares. Disjuntores residuais (DR) e SPDA ajudam a gerenciar variações de corrente e quedas severas, conforme explicam os engenheiros. A combinação de dispositivos aumenta a eficácia.

Para aparelhos que não podem ser desligados com frequência, filtros de linha certificados pelo Inmetro e tomadas antissurto ajudam a reduzir surtos menores. Um aterramento elétrico adequado é essencial para o descarte seguro de energia excedente.

Como blindar a residência

A instalação do DPS, conforme normas ABNT NBR 5410, deve ser feita por eletricista habilitado e considera aterramento adequado. Filtros de linha com certificação e especificação de absorção de energia em joules reforçam a proteção em tomadas específicas.

Em residências com conectividade constante, o cuidado vale para cabos coaxiais, Ethernet e HDMI. Desconectar esses cabos antes da chuva é recomendado para reduzir vias de ataque, mesmo que não haja tomada ligada ao equipamento.

Após tempestades severas, é prudente verificar o estado do DPS, pois o dispositivo pode ter se sacrificado para proteger os aparelhos. Substituição rápida evita falhas de proteção futuras. Dados baseados em INPE e NIST.

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