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Estudo mostra controle de câncer de pulmão avançado por mais de sete anos

Lorlatinibe mantém 55% sem progressão após sete anos em câncer de pulmão ALK-positivo, com 92% sem progressão cerebral no mesmo período

Segundo o estudo, 55% dos pacientes tratados com o novo fármaco continuavam vivos e sem sinais de progressão do câncer, mesmo após sete anos desde o início do tratamento — Foto: Pexels
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  • Estudo internacional de fase três, CROWN, mostra que o lorlatinibe (LORBRENA) manteve 55% dos pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células ALK-positivo vivos sem progressão após sete anos de tratamento.
  • Em comparação, no grupo que recebeu crizotinibe houve apenas 3% sem progressão no mesmo período.
  • Os resultados sugerem controle de longo prazo da doença, com redução de 81% no risco de crescimento tumoral ou morte em relação ao tratamento de referência.
  • No sistema nervoso central, o lorlatinibe reduziu em 94% o risco de progressão cerebral; após sete anos, 92% estavam sem progressão no cérebro, contra 16% com crizotinibe.
  • A maioria dos pacientes permaneceu em tratamento ao longo do tempo, com 44% ainda em uso após sete anos, sem novos efeitos adversos relevantes em comparação ao grupo de referência.

A pesquisa CROWN, estudo internacional de fase 3, mostra controle prolongado da doença em pacientes com câncer de pulmão avançado ALK-positivo, tratados com lorlatinibe (LORBRENA). Dados atualizados indicam que mais da metade dos pacientes permaneceu sem progressão por pelo menos sete anos após o início do tratamento. A divulgação ocorreu com publicação no Annals of Oncology em 29 de maio, após apresentação no congresso ASCO.

Segundo a análise, 55% dos pacientes que receberam lorlatinibe estavam vivos e sem sinais de progressão após sete anos, em comparação com 3% no grupo que recebeu crizotinibe. A mutação ALK atua como gatilho para o crescimento tumoral, representando 3% a 5% dos casos de câncer de pulmão de não pequenas células. Terapias-alvo como o lorlatinibe visam esse mecanismo molecular específico.

Resultados de longo prazo

Os pesquisadores destacam que, mesmo com sete anos de acompanhamento, não foi possível calcular a mediana de sobrevida livre de progressão, pois mais da metade dos pacientes ainda não apresentava agravamento. A compressão de risco de crescimento tumoral ou morte foi de 81% em relação ao grupo controle.

Controle das metástases no cérebro

O estudo aponta importância adicional: o lorlatinibe reduziu em 94% o risco de progressão no sistema nervoso central frente ao tratamento de referência. Em 30 meses não houve novos casos de progressão cerebral entre quem recebeu o fármaco, e aos sete anos, 92% permaneceram sem progressão cerebral, ante 16% do grupo comparativo.

Implicações para a prática clínica

Pesquisadores ressaltam que grande parte das progressões ocorreu nos dois primeiros anos de tratamento. Entre quem chegou ao fim desse período sem agravamento, cerca de oito em cada dez seguiam vivos sem progressão cinco anos depois. A segurança do uso prolongado manteve o perfil conhecido, com eventos adversos frequentes como inchaço, alterações lipídicas, ganho de peso e mudanças neurológicas leves; a interrupção por causa de efeitos colaterais ficou baixa.

Impacto para o Brasil

No Brasil, o câncer de pulmão é uma doença com alta mortalidade. O lorlatinibe recebeu aprovação da Anvisa em 2020, passou a ser indicado como tratamento inicial para ALK-positivo em 2021 e integra o rol de cobertura obrigatória dos planos de saúde desde 2022. Os resultados reforçam a tendência de terapias-alvo em manter pacientes com doença metastática estáveis por períodos longos, ampliando a perspectiva de manejo da condição.

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