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Imunonutrição: como a alimentação pode influenciar a inflamação

Imunonutrição redefine alimentação: padrões anti inflamatórios ajudam a modular a inflamação, fortalecem o intestino e a imunidade

Alimentos ultraprocessados podem inflamar o corpo e, a longo prazo, levar ao desenvolvimento de doenças
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  • A imunonutrição estuda como os nutrientes modulam a resposta imunológica; a alimentação influencia a defesa do corpo, que consome muita energia.
  • Inflamação pode tornar-se crônica quando há consumo de ultraprocessados, açúcar e gorduras de baixa qualidade; padrões como a dieta mediterrânea ajudam a regular esse processo.
  • AInflamação silenciosa está ligada a artrite, doença inflamatória intestinal, psoríase, obesidade e até alguns tipos de câncer; a alimentação atua como modulador, não como cura.
  • O intestino é o elo entre alimentação e imunidade; a microbiota é impactada pela dieta, com fibras e prebióticos fortalecendo bactérias benéficas.
  • Dicas práticas: variar vegetais, incluir gorduras boas, priorizar fibras, reduzir ultraprocessados e açúcar; manter sono, atividade física e hidratação; procure avaliação profissional personalizada.

Todo alimento molda a resposta do sistema imune. O médico nutrólogo Dr. Leonardo Anhesini explica, em pauta clínica, como escolhas diárias podem influenciar inflamação, intestino e imunidade. O tema vai além do clichê de que comer bem fortalece a imunidade.

Imunonutrição estuda como nutrientes modulam a defesa do organismo. Em linguagem simples, o sistema imune consome energia; quando faltam nutrientes, a defesa fica comprometida. Dados indicam que a qualidade da alimentação importa para a resposta imune.

A inflamação tem função protetiva, mas pode se tornar crônica. Dietas com ultraprocessados, açúcar e gorduras de baixa qualidade mantêm o corpo em estado inflamatório constante. Em contrapartida, padrões como a dieta mediterrânea ajudam a regular esse processo.

O intestino é protagonista na relação entre alimento e imunidade. A microbiota reage ao que comemos; fibras e prebióticos alimentam bactérias benéficas. Um microbioma diversificado favorece a regulação imune, enquanto o uso excessivo de antibióticos e o estresse prejudicam.

O que fazer no dia a dia para sustentar o equilíbrio

  • Varie vegetais no prato, buscando cores diferentes para diferentes bioativos.
  • Inclua gordura boa diariamente: azeite extravirgem, castanhas, abacate e peixes.
  • Priorize fibras: aveia, feijão, lentilha, frutas com casca, chia, linhaça.
  • Reduza ultraprocessados e açúcar refinado, mantendo o consumo moderado de vez em quando.
  • Cuide do básico: sono adequado, atividade física e hidratação continuam fundamentais.

A imunonutrição é um campo em expansão, com resultados promissores, desde que haja consistência ao longo do tempo. O ajuste alimentar deve ocorrer de forma individualizada, com avaliação profissional.

Atenção ao fato de que cada organismo reage de modo distinto. O que funciona em teoria pode não ser ideal para todos. Por isso, a orientação de um profissional faz diferença para quem busca alinhamento entre alimentação e objetivos de saúde.

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