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Neurocientista israelense mostra avanços sobre cérebro e comportamento no Brasil

Neurocientista israelense expõe no Brasil avanços que ligam diferenças neurais a comportamento, dor e doenças, defendendo pesquisa personalizada

A professora Meital Oren-Suissa durante café da manhã promovido pela Sororitê Ventures. (Foto: Weizmann Institute of Science)
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  • A neurocientista israelense Meital Oren-Suissa esteve no Brasil na primeira quinzena de maio, em encontros promovidos pelo Grupo de Amigos do Instituto Weizmann.
  • O objetivo foi discutir como pequenas diferenças no cérebro podem influenciar comportamento, percepção e vulnerabilidade a doenças.
  • Oren-Suissa pesquisa diferenças entre cérebros masculino e feminino e como circuitos neurais afetam comportamento, aprendizagem e doenças neurodegenerativas, usando modelos como o *Caenorhabditis elegans*.
  • Um estudo apresentado mostrou que pequenas modificações nas conexões neurais podem alterar respostas à dor entre machos e fêmeas, destacando a plasticidade cerebral e a importância de considerar sexo nas pesquisas.
  • A visita também abordou temas sobre identidade, resiliência e o futuro da pesquisa em saúde, além de destacar o reconhecimento internacional da pesquisadora por bolsas e prêmios.

A neurocientista israelense Meital Oren-Suissa esteve no Brasil na primeira quinzena de maio para uma série de encontros promovidos pelo Grupo de Amigos do Instituto Weizmann. O objetivo foi discutir avanços da neurociência e da medicina, com foco em como pequenas diferenças no cérebro influenciam o comportamento, a percepção e a vulnerabilidade a doenças.

A visita reuniu pesquisadores, empresários, filantropos e lideranças da comunidade em torno de debates sobre as fronteiras da ciência. Oren-Suissa é professora do Instituto Weizmann de Ciência desde 2017 e tem reconhecimento internacional por pesquisas sobre diferenças entre cérebros masculinos e femininos e a influência de circuitos neurais no comportamento e na relação com doenças neurodegenerativas.

Entre os temas em pauta, destacaram-se o uso de genética avançada, técnicas de imagem e modelos animais, como o verme C. elegans, para entender como alterações sutis nas conexões neurais podem modificar padrões de comportamento. Um estudo apresentado mostrou que pequenas mudanças neuralmente mediadas alteram respostas à dor entre machos e fêmeas.

Avanços, impactos e perspectivas

Os trabalhos ressaltaram a plasticidade cerebral e a necessidade de levar em conta diferenças biológicas entre os sexos em pesquisas de neurociência e medicina. Variações entre incidência e progressão de doenças neurológicas e psiquiátricas podem influenciar tratamentos personalizados.

A agenda da visitante também abordou questões mais amplas do comportamento humano, identidade e resiliência, além do futuro da pesquisa em saúde em um cenário global complexo. As entrevistas e conversas transcenderam o ambiente estritamente científico.

Ao longo da passagem, Oren-Suissa foi reconhecida pela atuação acadêmica e pela divulgação científica, com bolsas do European Research Council e o Weizmann Scientific Council Award. A visita ocorreu em um momento de maior protagonismo da ciência na compreensão de desafios coletivos.

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