- A Meta colocou ocultamente um código para reconhecimento facial em óculos Ray‑Ban e Oakley, ainda sem ativação, conforme apontado pela Wired em 4 de junho.
- O recurso, chamado NameTag, transformaria rostos captados pelas câmeras em assinaturas biométricas e as compararia com um banco de dados no app da Meta, gerando notificações se houver correspondência.
- A técnica é composta por três módulos de IA que detectam, recortam e convertem rostos em assinaturas biométricas; o sistema vem sendo incluído ao app desde janeiro e já soma cerca de 50 milhões de downloads.
- A Meta não comentou o funcionamento do NameTag nem o armazenamento de dados, e a EssilorLuxottica, fabricante dos óculos, também não se pronunciou.
- A empresa já enfrentou ações e acordos significativos por coleta de dados biométricos, incluindo até US$ 1,4 bilhão em casos trabalhados após suspensão de reconhecimento facial em 2021.
Meta revelou, de forma discreta, a presença de um código para reconhecimento facial em seus óculos inteligentes Ray-Ban e Oakley. A função ainda não está ativada, e a empresa não comentou o tema, segundo a reportagem da Wired publicada na quinta-feira.
A investigação aponta a existência de um recurso chamado NameTag, capaz de identificar pessoas fotografadas ou filmadas pelas câmeras dos óculos. O sistema transforma rostos em assinaturas biométricas e compara com um banco de dados do app da IA da Meta.
A atualização do aplicativo Meta AI, que já soma pelo menos 50 milhões de downloads, teria introduzido o mecanismo desde janeiro. Pesquisadores independentes dizem que a tecnologia parece próxima de uso prático, embora ainda não haja ativação.
Como funciona o NameTag
A função de reconhecimento facial converte imagens de rostos captados pelas lentes em assinaturas biométricas. Esses dados seriam comparados com impressões armazenadas no app da Meta.
Caso haja correspondência, a tecnologia emitiria uma notificação; imagens não correspondentes seriam mantidas para processamento posterior. O NameTag utiliza três modelos de IA para detecção, recorte e criação da assinatura.
Contexto e posicionamento das empresas
A possibilidade de integração aos óculos volta ao debate sobre privacidade, lembretes da Meta de que o recurso não está ativo e a ausência de comentários oficiais. A empresa já enfrentou acordos bilionários por coletar dados biométricos no passado.
A dona da marca Ray-Ban e Oakley, EssilorLuxottica, também não se pronunciou sobre o funcionamento ou armazenamento de dados. Questionamentos seguem sem resposta oficial.
Histórico e outros aspectos
A pauta ocorre em um momento de escrutínio quanto a dados biométricos. Em 2021, a Meta afirmou ter desativado o reconhecimento facial na plataforma e realizou acordo judicial para encerrar processos relacionados à coleta de informações biométricas.
Vazamentos recentes também envolvem outras questões de privacidade associadas aos óculos da Meta, como conteúdos expostos durante procedimentos de moderação.
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