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Oftalmologista alerta sobre riscos de coçar os olhos com frequência

Coçar os olhos pode agravar ceratocone; diagnóstico precoce e tratamento com crosslinking reduzem a progressão, especialmente em jovens

Coçar os olhos
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  • Coçar os olhos é um hábito comum que pode agravar o ceratocone, acelerando a progression da doença, especialmente em quem tem alergias.
  • Comer as mãos na área ocular facilita infecções, arranhões na córnea e rompimento de vasos sanguíneos.
  • O ceratocone geralmente tem causas genéticas e pode apresentar visão embaçada, aumento do grau dos óculos, sensibilidade à luz e dificuldade para enxergar à noite.
  • O diagnóstico precoce é essencial para evitar danos maiores; o crosslinking pode controlar a doença e evitar cirurgias mais complexas.
  • O crosslinking envolve aplicar riboflavina na córnea e expor à luz ultravioleta, tornando a córnea mais rígida; é mais indicado para pacientes jovens e quanto mais cedo o procedimento é feito, maiores as chances de sucesso.

Doler: Mania de coçar os olhos pode ter impactos reais na saúde ocular. Uma prática comum, especialmente entre crianças e adolescentes, pode acelerar a progressão do ceratocone, condição que afina e deformam a córnea. Ao coçar, surgem microtraços e transmissão de germes, aumentando riscos.

O ceratocone é geralmente hereditário e costuma passar despercebido no início. Sintomas incluem visão embaçada, distorção, maior necessidade de ajuste de óculos e sensibilidade à luz. O diagnóstico precoce é essencial para evitar danos permanentes à visão.

Segundo o oftalmologista Marcelo Guedes, da Clínica de Olhos Avançada, coçar os olhos é um dos principais agravantes da doença, especialmente em quem tem alergias. O hábito pode acelerar a deterioração da córnea.

Além de piorar a condição, o ato de coçar facilita infecções oculares, pois as mãos podem levar germes para a região. Arranhões na córnea e ruptura de vasos sanguíneos são possíveis desdobramentos.

Tratamento e diagnóstico precoce

Quando identificado cedo, o ceratocone pode ser controlado com o crosslinking, evitando procedimentos mais invasivos. O método envolve riboflavina na córnea e exposição à luz UV, fortalecendo as fibras de colágeno.

Para jovens, o crosslinking costuma ser a opção indicada, principalmente diante de sinais de progressão. Dados do especialista apontam que a intervenção precoce aumenta as chances de sucesso e reduz necessidade de cirurgias maiores.

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