- A OMS, por meio da OPAS, emitiu alerta sobre possível aumento do sarampo em razão da Copa do Mundo, com Estados Unidos, Canadá e México registrando alta de casos, o que pode aumentar a disseminação em aeroportos, estádios e eventos.
- Autoridades pedem reforço da vigilância, ampliação da cobertura vacinal e ações preventivas, especialmente diante de grandes eventos internacionais que elevam o risco de transmissão.
- No cenário brasileiro, a certificação de eliminação foi recuperada em 2024, mas há casos importados em 2025 e três novos casos confirmados neste ano, além de 468 casos suspeitos sob investigação.
- Entre os países-sede, o México tem mais de dez mil infecções e 13 mortes; os Estados Unidos somam quase dois mil; o Canadá, mais de mil; a Guatemala registra mais de seis mil casos e 12 mortes.
- O Brasil lançou campanha de vacinação para quem vai acompanhar a Copa presencialmente, com orientação do Programa Nacional de Imunizações; a tríplice viral está disponível gratuitamente pelo SUS e exige atenção especial para áreas com cobertura vacinal mais baixa.
O risco de surto de sarampo aumenta com a Copa do Mundo, alertam autoridades sanitárias. Estados Unidos, Canadá e México registram alta de casos às vésperas do torneio, enquanto especialistas destacam a vacinação como principal defesa contra a doença. O cenário eleva a preocupação com a circulação do vírus em aeroportos, estádios e eventos grandiosos.
A OPAS, braço regional da OMS, emitiu no final de maio um alerta epidemiológico. O objetivo é fortalecer vigilância, ampliar a cobertura vacinal e preparar ações preventivas frente a grandes eventos e ao aumento de viagens internacionais associadas à Copa.
O sarampo é extremamente contagioso. A ONU News aponta que uma pessoa pode transmitir o vírus a até 18 contatos em ambientes propícios. A fácil disseminação, somada a viagens, facilita a propagação entre países, mesmo com esforços de eliminação em alguns locais.
Cenário brasileiro. O Brasil recuperou o certificado de eliminação do sarampo em 2024, mas acompanha casos importados. Em 2025 houve dezenas de ocorrências, e, até o momento, este ano foram confirmados três casos ligados a viagens internacionais e à vacinação incompleta. O Ministério da Saúde investiga 468 casos suspeitos.
Entre os países-sede, México lidera com mais de 10 mil infecções e 13 mortes neste ano. Estados Unidos registrou quase 2 mil casos, e o Canadá já passou de mil. Além disso, a Guatemala soma mais de 6 mil registros, com 12 mortes, e outros países da região, incluindo o Brasil, registraram casos vinculados a surtos ou importações.
Cenário de atuação e campanhas. Em resposta, o Ministério da Saúde lançou, no fim de abril, uma campanha para viajantes que acompanharão a Copa presencialmente em países anfitriões. A orientação é verificar a situação vacinal e atualizar a caderneta antes de viajar.
A recomendação segue o calendário do Programa Nacional de Imunizações. Crianças de 6 a 11 meses devem receber dose zero; de 12 meses a 29 anos, duas doses; adultos de 30 a 59 anos, pelo menos uma dose. A tríplice viral está disponível gratuitamente pelo SUS.
Profissionais ressaltam que, embora vacinar torcedores seja relevante, o desafio maior é manter altas coberturas vacinais na população ao longo do tempo. A Copa de 2026 é vista como teste dos sistemas de vigilância epidemiológica da região.
O sarampo é uma doença viral transmitida pelo ar. Entre sintomas estão febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas na pele. A OMS reforça que vacinação é a medida mais segura para prevenir a doença e reduzir surtos.
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