- ONU/Organização Meteorológica Mundial alerta para o retorno do El Niño a partir de junho, com intensidade moderada a forte esperada no segundo semestre.
- O aquecimento das águas do Pacífico pode aumentar calor extremo, afetar segurança alimentar e hídrica, e elevar a transmissão de doenças sazonais, como dengue e malária.
- No Brasil, Norte e Nordeste podem enfrentar secas severas e incêndios; Sul e Sudeste podem ter chuvas acima da média, elevando risco de enchentes, enxurradas e deslizamentos, além de impactar a geração de energia hidrelétrica.
- A ONU destaca que o El Niño é previsível e reforça a necessidade de planos de mitigação e de sistemas de alerta precoce.
- No Rio Grande do Sul, a situação é de vulnerabilidade acentuada após a crise de 2024, com possibilidade de novas cheias, vendavais e ciclones na região, dependendo do comportamento do fenômeno.
A ONU, por meio da OMM, emitiu um alerta global sobre o retorno do El Niño a partir de junho de 2026. A previsão aponta intensidade, no mínimo, moderada, com altas chances de evoluir para forte a muito forte no segundo semestre.
O El Niño ocorre com o aquecimento anômalo das águas do Pacífico Equatorial, aumentando a umidade na atmosfera e alterando padrões climáticos globais. O ciclo anterior contribuiu para recordes de temperatura em 2024.
Os impactos vão além do calor: riscos à segurança alimentar e hídrica, e maior incidência de doenças sazonais transmitidas por mosquitos, como dengue e malária, são temores apontados pela agência.
Monitoramento no Rio Grande do Sul
No Brasil, as consequências variam por região. Norte e Nordeste devem enfrentar seca e elevação de incêndios, enquanto Sudeste e Sul podem ter chuvas acima da média, com risco de enchentes e deslizamentos.
O Rio Grande do Sul entra em estado de alerta, ainda lidando com danos de 2024. Embora não haja previsão de repetição exata, há expectativa de maior probabilidade de cheias, vendavais e ciclones na região.
A OMM destaca que o El Niño é monitorável com antecedência científica. Fachadas de governo são orientadas a planejar medidas de mitigação e sistemas de alerta precoce para populações vulneráveis.
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