- O Pantanal de Mato Grosso do Sul está inundado após anos de seca e grandes incêndios, com áreas acessíveis apenas por barco ou avião.
- A última grande cheia ocorreu em dois mil e dezoito, e dados indicam oito anos consecutivos sem grande inundação na região.
- O Brasil registrou récords de focos de incêndio em dois mil e vinte e três e dois mil e vinte e quatro; em dois mil e vinte e cinco a situação foi mais moderada, mas houve emergência ambiental por risco de incêndios em fevereiro.
- A SOS Pantanal alertou que as chuvas da temporada úmida ficaram abaixo do esperado, elevando o risco de seca intensa e de incêndios em dois mil e vinte e seis; o El Niño pode aumentar temperaturas e reduzir precipitações.
- O ministro do Supremo Tribunal Federal solicitou planos de preparação do governo federal e dos estados diante do crescimento do risco de incêndios; o Pantanal já perdeu setenta e um por cento da água, segundo o MapBiomas, em dois mil e vinte e quatro.
O Pantanal voltou a se encher de água após anos de secas e incêndios de grande magnitude. Em Paiaguás, no estado de Mato Grosso do Sul, áreas inteiras ficaram alagadas e algumas regiões só são alcançáveis por barco ou avião. A recuperação hídrica é considerada atípica para a região.
Segundo Ângelo Rabelo, diretor do Instituto Homem Pantaneiro, a visão atual oferece uma paisagem semelhante a um aquário natural, mas o cenário segue instável. Os registros indicam que 2023 e 2024 concentraram incêndios históricos no bioma, enquanto 2025 apresentou queda na intensidade das queimadas.
A atualidade não afasta a preocupação com o futuro. Em fevereiro foi declarada uma emergência ambiental por risco de incêndios, com vigência em algumas áreas até dezembro. Em março, a ONG SOS Pantanal destacou que as chuvas na temporada úmida ficaram abaixo do esperado nas cabeceiras, sinalizando possível seca intensa em 2026.
Riscos climáticos e históricos
Dados do Serviço Geológico do Brasil apontam que o Pantanal de Mato Grosso do Sul pode completar oito anos seguidos sem uma grande inundação, sendo a última em 2018. A perspectiva de El Niño aumenta a incerteza, pois o fenômeno tende a elevar temperaturas e reduzir chuvas na região.
Medidas e monitoramento
O ministro do STF Flávio Dino determinou que o governo federal e os estados apresentem planos de preparação para o aumento do risco de incêndios. O Pantanal já figura entre as áreas com maior perda de área de água no país, com queda de 61% no seu estoque aquático em 2024, segundo o MapBiomas.
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