- O governo dos Estados Unidos confirmou caso da bicheira do novo mundo em um bezerro de três semanas no Texas, primeiro registro no estado em cerca de sessenta anos, em La Pryor.
- Larvas da mosca depositadas em feridas abertas atacam tecidos vivos, podendo causar dor, sangramento, infecções e até morte do animal em cerca de dez dias sem tratamento.
- Medidas adotadas incluem quarentena de vinte quilômetros, restrições de transporte de animais e ampliação da vigilância sanitária, com construção de nova instalação para produzir moscas estéreis.
- Autoridades dizem que não há risco imediato para a segurança alimentar; carne abatida não é contaminada, mas a praga pode ter impactos econômicos significativos se se espalhar.
- O risco de infecção humana é baixo e casos são raros, mas existem orientações de cuidado para trabalhadores rurais e pessoas com feridas abertas; mortes de humanos são incomuns.
O governo dos EUA confirmou a primeira detecção da larva da mosca Cochliomyia hominivorax no Texas, em um bezerro de 3 semanas. A praga, conhecida como bicheira do novo mundo, coloca o gado em risco e exige ações rápidas.
O caso ocorreu em La Pryor, região sul do Texas, próximo à fronteira com o México. As larvas foram encontradas na região do umbigo. O animal foi tratado e, segundo autoridades, deve sobreviver.
A praga ataca tecidos vivos de animais de sangue quente. A infestação se inicia com ovos depositados em feridas ou áreas úmidas do corpo, como boca, narinas, olhos e orelhas.
Quando eclodem, centenas de larvas avançam pelo tecido, causando dor, sangramentos e possível infecção. Sem tratamento, o animal pode morrer em cerca de dez dias.
Do ponto de vista econômico, o risco é maior: um surto pode impactar rebanhos, elevar custos e pressionar os preços da carne, com prejuízos bilionários conforme avaliações de especialistas.
A erradicação oficial ocorreu em 1966, após campanhas com liberação de moscas estéreis. Mesmo assim, autoridades monitoram possíveis reintroduções vindas do México e de outros países da região.
Medidas e vigilância
Após a confirmação, foi estabelecida uma zona de quarentena de 20 quilômetros na área afetada. Restrições de transporte de animais entraram em vigor e a vigilância sanitária foi ampliada.
O governo acelerou a produção de moscas estéreis, com uma nova instalação no Texas para gerar centenas de milhões de indivíduos por semana. O objetivo é conter a disseminação da praga.
O tratamento envolve antiparasitários, remoção manual das larvas e desinfecção das feridas. Em casos graves, pode haver necessidade de sacrificar o animal infectado.
Autoridades ressaltam que não há risco à segurança alimentar: as larvas atacam tecidos vivos e não contaminam carne já abatida. O risco para humanos é considerado baixo, especialmente para trabalhadores expostos ao ambiente externo.
O tema também ganhou atenção local: secretária de Agricultura dos EUA afirmou que não há indícios de infestação em massa, porém produtores devem ficar atentos a feridas suspeitas.
Especialistas destacam que casos humanos são raros, ocorrendo principalmente entre trabalhadores rurais ou indivíduos com feridas abertas. Em 2025, houve o primeiro caso humano registrado em décadas.
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