- Cientistas chineses desenvolveram uma tecnologia que transforma resíduos plásticos em combustível para aeronaves, conforme edição da revista Nature Energy.
- O processo ocorre em duas etapas: aquecimento dos plásticos a cerca de 460°C para quebrar as moléculas e, depois, passagem por um segundo reator a 160°C com um catalisador à base de rutênio para gerar hidrocarbonetos adequados à aviação.
- O combustível produzido apresenta propriedades técnicas compatíveis com as exigências da aviação, com desempenho superior a alguns métodos tradicionais de reciclagem química.
- O custo estimado é entre um dólar e oitenta centavos por quilo, ou entre R$ 5,40 e R$ 9,70 por quilo na cotação atual.
- A tecnologia ainda está em fase experimental; os pesquisadores buscam ampliar a produção do catalisador e desenvolver sistemas contínuos de alimentação de resíduos para eventual aplicação comercial.
Cientistas chineses desenvolveram uma tecnologia que converte resíduos plásticos em combustível para aeronaves, segundo a publicação na Nature Energy. O método visa reduzir poluição plástica e emissões da aviação.
A pesquisa foi conduzida por equipes da Universidade Florestal de Nanjing, da Tsinghua e de outras instituições na China. O catalisador criado acelera a transformação do plástico em hidrocarbonetos adequados ao uso em aviões.
Os pesquisadores destacam o desafio de controlar os produtos da degradação do plástico, o que dificulta processos anteriores de reciclagem química.
Como funciona
O processo ocorre em duas etapas. Resíduos plásticos são aquecidos a cerca de 460°C para quebrar as moléculas. Em seguida, a matéria passa por um segundo reator a 160°C, onde um catalisador de rutênio transforma fragmentos em combustível rico em cicloalcanos.
O combustível obtido possui propriedades técnicas compatíveis com as exigências da aviação e, em alguns aspectos, supera métodos tradicionais de reciclagem química.
Potencial econômico
A equipe realizou uma análise tecnoeconômica estimando o preço de venda entre US$ 1 e US$ 1,80 por quilo, o que seria competitivo frente a alternativas sustentáveis.
Os autores indicam que o custo reduzido pode favorecer a viabilidade de SAF no mercado, tema central para metas climáticas do setor.
Ainda há desafios
A tecnologia está em estágio experimental. Os cientistas buscam ampliar a produção do catalisador e desenvolver sistemas contínuos de alimentação de plásticos para aplicação industrial.
O estudo destaca a necessidade de escalabilidade para viabilizar uso comercial, além de integrar o processo a fluxos de resíduos existentes.
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