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Da Apollo à Artemis: a trajetória do programa e a volta à Lua

Artemis 4, prevista para 2028, levará humanos ao polo sul lunar, retornando desde Apollo 17 e abrindo caminho para presença sustentável e missões a Marte

As missões Artemis 1 e 2 validaram sistemas cruciais para futuras missões tripuladas
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  • O programa Artemis prevê o pouso humano na Lua em 2028 com a Artemis 4, primeira missão a tocar o solo lunar desde 1972.
  • Artemis I, em 2022, testou a cápsula Orion sem tripulação e validou o escudo térmico e sistemas, percorrendo mais de 2,25 milhões de quilômetros.
  • Artemis II, em abril de 2026, levou quatro astronautas em trajetória translunar a bordo da Orion, validando suporte à vida, navegação e fisiologia no espaço além da órbita da Terra.
  • Artemis III, prevista para meados de 2027, deverá demonstrar o atracamento entre a Orion e lançadores lunares comerciais, preparando o caminho para o pouso na Lua.
  • Artemis IV, programada para início de 2028, levará quatro astronautas à órbita lunar; dois deles descerão com um lander comercial para explorar próximos ao polo sul, marcando o retorno humano à superfície lunar desde Apollo 17.

A Lua, chamada Selene na mitologia grega, volta a ocupar os planos da exploração espacial. O programa Artemis, da Nasa, pretende devolver humanos à superfície lunar após o hiato de 50 anos, com foco em presença constante e, depois, em alicerce para missões interplanetárias.

Artemis 1, em 2022, validou sistemas da cápsula Orion sem tripulação, com manequins instrumentados para medir radiação e aceleração. Em 2026, Artemis 2 levou humanos pela primeira vez desde 1972, em voo translunar com a tripulação Integrity, em trajetória de retorno seguro.

A continuidade do programa depende de avanços tecnológicos e cooperação internacional. O primeiro pouso humano na Lua desde 1972 está previsto para Artemis 4, no início de 2028, com uso de sistemas comerciais de descida e exploração de áreas do polo sul.

Artemis 1: o marco técnico

Artemis 1 testou o conjunto SLS/Orion, validando escudo térmico, suportes vitais, propulsão e comunicações. A missão percorreu mais de 2,25 milhões de quilômetros, chegando a 432 mil quilômetros da Terra, o recorde para uma nave com tripulação prevista.

Durante a reentrada, o escudo ablativo demonstrou eficiência, mesmo com erosões em algumas regiões. Dados sobre radiação no espaço foram coletados, ajudando a planejar futuras proteções para astronautas.

Artemis 2: a primeira viagem com tripulação

Aproximadamente em abril de 2026, a missão integrou quatro astronautas a bordo da cápsula Orion, com o foguete SLS. A tripulação conduzida pela nave Integrity executou uma trajetória translunar com retorno garantido pelo perfil free-return.

Os controles ficaram com Reid Wiseman (comandante), Victor Glover (piloto), Christina Koch e Jeremy Hansen (especialistas). A missão incluiu observações da superfície lunar e coleta de dados fisiológicos e operacionais de longo alcance.

A integridade do módulo europeu ESM, desenvolvido pela ESA, foi essencial para propulsão, energia e suporte à vida, com participação da Airbus Defence and Space. Ao fim, a amerissagem ocorreu no Pacífico, com retirada segura pela Marinha dos EUA.

Artemis 3 e 4: os próximos passos

Artemis 3, prevista para meados de 2027, repetirá a orbitalidade com atracamento entre Orion e um sistema de lançamento lunar comercial, testando o processo de acoplamento com o Starship e o Blue Moon. O objetivo é avançar para o pouso lunar com quatro tripulantes.

A Artemis 4, programada para o início de 2028, prevê o primeiro pouso humano na Lua desde 1972. Dois integrantes descerão, via sistema de aterrissagem civil, em regiões próximas ao polo sul, onde há indícios de água em áreas de sombra permanente.

Durante cerca de uma semana, a missão instalará instrumentos científicos, coletará amostras e evidências geológicas, além de testar trajes avançados e sensores ambientais na superfície lunar.

Síntese

O programa Artemis inaugura uma nova era de presença humana fora da órbita terrestre, buscando sustentabilidade e avanços científicos. Artemis 2 mostrou a viabilidade de voo tripulado para além da órbita baixa da Terra, abrindo caminho para Artemis 3 e 4.

Essas missões consolidam cooperação internacional, com participação de ESA e indústria privada na logística de descida e suporte à vida. A trajetória demonstra a continuidade do legado de Apollo, com novos objetivos e tecnologias.

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