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Fim de semana não é o melhor momento para compensar o sono

Especialista alerta: compensar sono no fim de semana por jet lag social sinaliza privação contínua e eleva risco de doenças cardiovasculares e depressão

Especialista alerta que dormir menos de 6 horas eleva o risco de doenças cardiovasculares.
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  • Dormir menos de seis horas por noite aumenta o risco de doença cardiovascular, obesidade e hipertensão.
  • A maioria dos estudos indica sete a oito horas de sono como ideal para adultos.
  • O fenômeno chamado “jet lag social” acontece quando a rotina corta o sono à noite e atrasa o despertar, gerando cansaço crônico.
  • Compensar o sono no fim de semana não elimina o déficit; manter horários regulares é a melhor estratégia.
  • Higiene do sono: horários consistentes, menos estímulos antes de dormir (evitar telas e cafeína duas horas antes) e redução de atividades noturnas estimulantes.

O fim de semana pode não ser a solução para quem dorme mal durante a semana. Profissionais do InCor apontam que tentar compensar as horas perdidas de sono no sábado e no domingo sinaliza um risco à saúde. O conceito central é o jet lag social, provocado pela diferença entre o que o corpo precisa e a rotina cotidiana.

Estudos indicam que a privação crônica de sono aumenta as chances de doenças cardiovasculares, obesidade e depressão. Na média, especialistas sugerem 7 a 8 horas de sono para adultos, faixa associada a menor risco de adoecimento.

Jet lag social

A raiz do problema está no estilo de vida moderno, com compromissos, telas e relógio pressionando o período noturno. À noite, atividades aparecem; pela manhã, o despertador toca, gerando privação de sono. Essa discrepância gera cansaço crônico.

Apesar de haver exceções biológicas, elas não devem justificar maus hábitos. Existem chamados dormidores curtos, mas são raros. A tendência atual é de menor tempo de sono na sociedade.

Compensar no fim de semana é ruim?

A discussão entre médicos envolve a utilidade de dormir demais apenas aos fins de semana. O ideal seria manter horários regulares para o sono, sem depender da compensação.

Para quem já acumula dívida de sono, o descanso extra pode funcionar como redução de danos. Não há evidência de que dormir mais nesses dias piore a situação.

Sinais de alerta

O corpo não possui um medidor claro de reserva de energia, exigindo atenção aos sinais. Mudanças no desempenho, humor e sonolência indicam necessidade de observar a própria rotina.

A privação de sono atinge memória, concentração, humor e produtividade, pois o sono é momento de fixação da memória. Sem sono regular, o risco de ansiedade e depressão aumenta.

Higiene do sono

Reverter o quadro requer disciplina e um ambiente adequado para dormir. A variação máxima do horário de deitar pode ser de apenas uma hora entre dias de semana e folga.

A preparação para o sono deve começar antes de deitar. Reduzir estímulos luminosos e químicos ajuda a produção de melatonina, hormônio indutor do sono.

Duas horas antes de dormir, desligar o celular e evitar cafeína ajudam a regular o ciclo. Programar o horário de dormir e manter a rotina são passos-chave para uma noite de melhor qualidade.

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