- Resultados do estudo RASolute 302, apresentados no ASCO 2026, indicam benefício expressivo com a terapia oral daraxonrasib em câncer de pâncreas metastático após falha da primeira linha.
- A sobrevida mediana aumentou de 6,7 meses para 13,2 meses em comparação com a quimioterapia convencional.
- Houve redução de aproximadamente 60% no risco de morte, cenário incomum para esse estágio da doença.
- Daraxonrasib pertence à classe de terapias alvo-dirigidas que atuam na via RAS/KRAS, buscando alterações moleculares específicas do tumor.
- O medicamento ainda precisa passar por aprovação regulatória (incluindo avaliação da ANVISA no Brasil) e definição de preço/incorporação ao sistema de saúde antes de chegar aos pacientes.
O câncer de pâncreas continua sendo um dos desafios mais graves da oncologia. Durante o ASCO 2026, o maior congresso da área, especialistas foram surpreendidos por resultados de uma nova terapia oral destinada a pacientes com doença avançada.
O estudo RASolute 302 avaliou o daraxonrasib em pacientes com câncer de pâncreas metastático que já haviam recebido tratamento anterior. Os resultados mostraram benefício expressivo em comparação com a quimioterapia convencional, em um cenário historicamente com poucas opções.
Os dados apresentados indicam sobrevida mediana de 13,2 meses com daraxonrasib, ante 6,7 meses da linha de referência. Houve redução de cerca de 60% no risco de morte, um efeito incomum para esse estágio da doença.
O daraxonrasib pertence à classe das terapias alvo-dirigidas, que atuam em vias moleculares específicas. O medicamento atua na via RAS/KRAS, relevante para a progressão de diversos tumores, incluindo o câncer de pâncreas.
A análise aponta ainda benefício adicional: maior controle da progressão tumoral e possível melhoria na qualidade de vida. Resultados não indicam cura, mas oferecem uma nova opção para prolongar a vida de pacientes com doença avançada.
Apesar do otimismo, o produto ainda passa por etapas regulatórias antes de chegar aos pacientes. Nos próximos meses, órgãos de avaliação de segurança e eficácia analisarão os dados, inclusive no Brasil pela ANVISA.
A incorporação ao sistema de saúde e a definição de preço também aguardam disputas regulatórias. A expectativa é de que o processo leve tempo, antes da disponibilidade clínica.
Entre especialistas, o estudo RASolute 302 é considerado um marco potencial no tratamento do câncer de pâncreas. O avanço sinaliza uma possível mudança na abordagem terapêutica para um dos tumores mais agressivos da medicina.
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