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Família afirma que filho com Tourette foi impedido de embarcar após grito

Policiais impedem embarque de família após Mason, 13, com Tourette, gritar "bomba"; pais acusam falha de comunicação da British Airways

Martyn e Gemma Entwistle alegam que sua família foi impedida de embarcar em um voo devido aos tiques da síndrome de Tourette. — Foto: Youtube
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  • A família alega ter avisado a British Airways, antes do embarque, sobre tiques vocais de uma criança de 13 anos com síndrome de Tourette.
  • No portão, após serem informados de que não embarcariam por uma suposta “ameaça de bomba”, três policiais armados desceram pela ponte e afastaram o grupo.
  • Os demais passageiros do grupo puderam embarcar normalmente; a criança repetiu o tique durante a passagem pela segurança, sem incidentes.
  • Os pais dizem que receberam apenas orientações genéricas da companhia e não houve pedido de desculpas; viajaram com outra empresa.
  • A British Airways afirmou que a decisão envolveu fatores contribuintes e que a situação foi extremamente difícil; o capitão não conversou com a família durante o episódio.

O caso ocorreu no embarque de um voo da British Airways com destino a Alicante, na Espanha, envolvendo a família Entwistle e Mason, um garoto de 13 anos que tem síndrome de Tourette. Segundo relatos, Mason gritou a palavra considerada uma ameaça durante o processo de embarque, o que levou à intervenção de autoridades. A família alega que já havia informado a companhia com antecedência sobre a condição dele.

De acordo com Martyn e Gemma Entwistle, a BA havia sido avisada sobre os tiques vocais do filho. A família apresentou documentos médicos e o diagnóstico antes da viagem, e afirma que o portão de embarque não havia sinalizado qualquer problema durante a passagem pela segurança. O episódio, entretanto, culminou com a chegada de policiais armados ao portão e a decisão de impedir o embarque do grupo.

No momento em que foram detidos, Mason ficou no chão, em estado de abalo, enquanto os adultos questionavam o motivo da medida. Segundo a família, as amigas da filha, que viajavam no mesmo grupo, puderam embarcar normalmente. A situação também implicou o pai, que, segundo relatos, foi informado por funcionários da empresa de que não poderia mais voar naquele dia.

Após o episódio, a família passou a entender que havia uma suposta “ameaça de bomba” associada à sua passagem. No balcão de atendimento, Martyn afirma ter recebido a informação de que o comando do voo não permitiria o embarque, sem oferecer assistência adequada ao menino. A ligação para a BA foi encerrada sem retorno.

Incidente no portão de embarque

A situação é descrita pela família como uma falha de comunicação entre a assistência a bordo e o portão de embarque, já que Mason apresentava tiques vocais previsíveis. A Tourette é um distúrbio neurológico que causa tiques, vocais ou físicos, que podem incluir palavras socialmente inadequadas em alguns casos. A condição, no entanto, não implica risco intrínseco.

Resposta da British Airways

A BA informou à People que a situação foi complexa e difícil, citando múltiplos fatores contribuintes para a decisão de impedir o embarque. A família relata ter recebido apenas mensagens padrão por e-mail, sem pedido de desculpas, segundo Martyn. Por fim, os Entwistles optaram por viajar com outra companhia aérea, cuja tripulação informou aos passageiros sobre a condição de Mason.

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