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Geleia real não é suficiente para criar rainhas, dizem pesquisadores

Ambiente de criação, temperatura e atuação das realeiras são tão determinantes quanto a alimentação na formação de rainhas das abelhas

A rainha das abelhas não nasce apenas da geleia real, revela estudo. (Imagem: Fala Ciência via Gemini)
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  • Nova pesquisa publicada na revista Nature aponta que a formação de abelhas-rainhas depende do ambiente de desenvolvimento, além da alimentação com geleia real.
  • Estruturas especiais de criação, chamadas realeiras, e o controle preciso de temperatura e umidade são apontados como fatores-chave.
  • A cera utilizada nessas realeiras tem características distintas da cera de favos comuns e ajuda a conservar calor, mantendo condições estáveis para o desenvolvimento.
  • Experimentos mostraram que larvas criadas em estruturas com cera comum tiveram maior mortalidade e desenvolveram rainhas menores, mesmo com a mesma alimentação.
  • Um grupo de operárias jovens é responsável pela construção das realeiras, ajustando temperatura e materiais da colmeia, o que acelera o crescimento das rainhas; estudo liderado por Kai Wang, Yu Fang e Yahya Al Naggar.

O que se sabe sobre a formação de rainhas foi desafiado por uma pesquisa publicada na Nature. O estudo afirma que o destino de uma larva não depende apenas da alimentação com geleia real, mas também de fatores ambientais controlados pelas operárias. O resultado mostra que o ambiente de criação é crucial na biologia das futuras rainhas.

Os autores verificaram que estruturas de criação, chamadas realeiras, desempenham papel central. Além disso, temperatura e umidade precisam ser monitoradas com precisão, e a cera usada nas câmaras envolve características distintas. Operárias especializadas também participam do cuidado das futuras rainhas.

Ambiente de desenvolvimento

As realeiras funcionam como ambientes altamente especializados, com condições estáveis que favorecem o crescimento das rainhas. A análise térmica e químicos revelou diferenças entre a cera das realeiras e a cera de favos comuns.

Experimentos indicam maior mortalidade em larvas criadas em cera comum, associada a rainhas menores mesmo com alimentação idêntica. Isso reforça a influência direta do ambiente físico sobre o desenvolvimento.

Operárias-chave

O estudo identificou um grupo de operárias jovens encarregadas da construção e manutenção das realeiras. Elas ajustam a temperatura e modificam materiais da colmeia para criar estruturas mais adequadas ao desenvolvimento.

O trabalho dessa equipe facilita o crescimento rápido das rainhas, contribuindo para a continuidade da colônia quando surge uma nova líder. A cooperação entre indivíduos evidencia organização social complexa.

Liderança científica

Entre os pesquisadores estão Kai Wang, Yu Fang e Yahya Al Naggar, entre outros colaboradores. O estudo aponta que o ambiente construído e as interações sociais influenciam o desenvolvimento biológico das rainhas.

A pesquisa sugere que a formação de uma rainha resulta da combinação de nutrição, arquitetura e cooperação, revelando a sofisticação das abelhas e da própria colmeia.

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