- No Império Romano, frascos de vidro em formato de pomba eram usados para guardar óleos, perfumes e substâncias para rituais, funcionando como unguentários.
- Os recipientes, pequenos o suficiente para caber na palma da mão, eram criados para transformar o ato de se perfumar em um ritual de status e poder.
- O vidro soprado surgiu no século I a.C.; cerca de duzentos anos depois, os romanos já dominavam a produção de vidro, chegando a fabricar até cem milhões de recipientes por ano.
- Dois desses frascos, da coleção do Metropolitan Museum of Art, ilustram a curiosa e sofisticada relação dos romanos com fragrâncias e design.
O uso de perfumes na Roma antiga era mais do que aroma; era status e ritual. Frascos especiais guardavam óleos preciosos, incenso e substâncias para velórios. Entre peças de destaque, destacam-se os unguentários em formato de pomba.
Esses frascos, no século I d.C., ocupavam papel central na vida cotidiana e nos rituais. O vidro soprado amadureceu na época, e os romanos já produziam grandes volumes de recipientes para consumo doméstico e cerimonial.
Frascos em formato de pomba
Os ungentários em vidro com formato de ave cabiam na palma da mão e eram considerados verdadeiras obras de arte. Duas peças do Império Romano compõem a coleção do MET, evidenciando a sofisticação do design daquela época. A popularidade dos modelos criou uma categoria própria.
Segundo o Penn Museum, a produção de recipientes de vidro na Roma antiga atingia volumes elevados, com estimativas de até 100 milhões de unidades por ano há dois mil anos. A combinação de função prática e apelo estético explica o sucesso cultural dessas peças.
Esses frascos ilustram como o cheiro era símbolo de identidade e poder. O uso de perfumes embutidos nesses itens reforçava o ritual do banho, a presença em templos e eventos fúnebres, além de servir como peça de colecionismo entre colecionadores e museus.
As peças exibidas atualmente em museus ajudam a entender a evolução do vidro soprado e da perfumaria. O formato de pomba, além de funcionar como recipiente, convertia-se em referência visual de luxo e refinamento no mundo romano.
Matéria associada: as técnicas de fabricação de vidro no mundo romano e o papel dos ungentários na cultura material da época. Fontes citadas: MET, Penn Museum.
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