- Cerca de 27% dos adultos brasileiros desconhecem que o câncer pode ser prevenido, segundo o levantamento Mais Dados Mais Saúde, com 6.566 pessoas entrevistadas entre setembro e outubro de 2025.
- As estimativas indicam que até 40% dos casos poderiam ser evitados com a redução de fatores de risco conhecidos e a adoção de hábitos mais saudáveis.
- Tabagismo é o fator mais reconhecido pela população como relacionado ao risco de câncer, seguido de predisposição genética e exposição excessiva ao sol.
- Fatores do estilo de vida que ainda passam despercebidos incluem excesso de peso, sedentarismo, consumo frequente de bebidas adoçadas, baixa ingestão de frutas, legumes e verduras e alto consumo de carne vermelha.
- Mais de 60% dos entrevistados acreditam que suplementos vitamínicos ajudam a prevenir o câncer, embora não haja evidência de benefício generalizado; o aleitamento materno também pode reduzir o risco de câncer de mama.
O câncer continua sendo um desafio de saúde pública no Brasil, mesmo com a possibilidade de prevenção. Um estudo nacional aponta que parte relevante da população desconhece o papel da prevenção na redução de riscos.
A pesquisa, chamada Mais Dados Mais Saúde: Percepções da população brasileira sobre fatores de risco para o câncer, foi conduzida pela Umane e Vital Strategies, com apoio do Instituto Devive e parceria técnica do INCA. Foram ouvidas 6.566 pessoas em todo o país entre setembro e outubro de 2025.
Segundo o levantamento, cerca de 27% dos adultos brasileiros não sabem que o câncer pode ser prevenido. A projeção aponta que até 40% dos casos poderiam ser evitados com mudanças de hábitos e redução da exposição a fatores de risco conhecidos.
O que a população já sabe sobre os riscos
O tabagismo é amplamente reconhecido como fator de risco, com boa parte dos entrevistados relacionando o cigarro a diversos tipos de câncer. Predisposição genética e exposição excessiva ao sol também são bem conhecidos.
Riscos ainda pouco vistos
O estudo indica menor conhecimento sobre hábitos de vida modernos. Excesso de peso, sedentarismo, consumo frequente de bebidas adoçadas, baixa ingestão de frutas, verduras e legumes e alto consumo de carne vermelha são fatores que exigem mais divulgação.
Mitos sobre prevenção
Mais de 60% dos participantes acreditam que suplementos vitamínicos ajudam a prevenir o câncer, embora as evidências não indiquem benefício específico para a população geral. Especialistas recomendam obter nutrientes através de alimentação equilibrada.
Jovens e educação sobre prevenção
Adultos até 24 anos apresentam maior consumo de ultraprocessados, bebidas adoçadas, embutidos e carne vermelha, além de menor conhecimento sobre a relação entre alimentação e risco de câncer, indicando a necessidade de ações educativas direcionadas.
A importância da informação
O relatório aponta que acesso à informação de qualidade contribui para reconhecer fatores de risco e tomar decisões de saúde mais conscientes. O Brasil enfrenta uma estimativa de 781 mil novos casos anuais entre 2026 e 2028.
Dados para planejar políticas e ações
Especialistas ressaltam que investir em educação, diagnóstico precoce e promoção de hábitos saudáveis é essencial para reduzir o impacto da doença. A prevenção não depende apenas de consultórios, mas de conhecimento acessível à população.
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