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Riscos da prescrição indiscriminada de Mounjaro entre adolescentes

Uso de canetas emagrecedoras por adolescentes demanda cautela médica: riscos hormonais, gastrointestinais e impacto no crescimento exigem acompanhamento profissional

Mãos de mulher segurando injeção de Mounjaro - Entenda casos de pancreatite fatal relacionados ao uso do Mounjaro - Metrópoles
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  • Comercialização de remédios para perda de peso, como o Mounjaro, cresceu 78,3% nas farmácias do Brasil entre 2021 e 2025; o mercado pode movimentar US$ 9 bilhões até 2030, segundo a PwC.
  • Nutricionista Juliana Andrade afirma que o uso em adolescentes exige monitoramento rigoroso e há poucas pesquisas robustas sobre segurança a longo prazo.
  • Possíveis efeitos incluem alterações hormonais, gastrointestinais, mudanças de humor e impacto no crescimento, exigindo avaliação cuidadosa.
  • Apesar dos benefícios, as canetas não substituem hábitos saudáveis nem acompanhamento profissional; mudanças comportamentais e prática de atividades físicas são fundamentais.
  • Decisões sobre uso devem envolver endocrinologistas, nutricionistas e psicólogos para garantir segurança e resultados sustentáveis.

A venda de remédios usados para perda de peso, como Mounjaro, cresceu 78,3% nas farmácias do Brasil entre 2021 e 2025, segundo levantamento recente. A busca por tratamento com canetas emagrecedoras acompanha a popularização desses itens no país.

Dados da PwC indicam que esse mercado pode movimentar até US$ 9 bilhões no Brasil até 2030, ampliando a oferta de terapias para perda de peso. Mesmo com o crescimento, especialistas destacam a necessidade de cautela.

A nutricionista Juliana Andrade, do Metrópoles, afirma que o uso em adolescentes exige monitoramento rigoroso. Apesar de potencial eficácia, há lacunas de segurança e de impactos a longo prazo em jovens.

Cuidados com adolescentes

Essas medicações podem auxiliar, mas não substituem hábitos saudáveis nem acompanhamento profissional. A decisão deve envolver endocrinologistas, nutricionistas e psicólogos para assegurar segurança e resultados sustentáveis.

Problemas como alterações hormonais, efeitos gastrointestinais, alterações de humor e impactos no crescimento precisam ser avaliados com cuidado, segundo a especialista.

Ela ressalta que perda de peso na adolescência não deve depender apenas de remédios. Mudanças comportamentais, alimentação equilibrada, prática de atividades físicas e suporte psicológico são pilares do tratamento.

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