- US$ 11,5 milhões foram destinados à Universidade Columbia e ao Instituto de Tecnologia da Moda para desenvolver fibras têxteis fabricadas por bactérias que se alimentam de resíduos agrícolas.
- US$ 10 milhões foram para Berkeley, Stanford e Caltech para criar fibras biodegradáveis inspiradas na teia de aranha, sem artrópodes nem uso de plásticos.
- US$ 11 milhões foram à Universidade Clemson para modificar geneticamente o algodão, visando melhorar o rendimento e fazer nascer já com a cor desejada.
- US$ 1,5 milhão vão para a Fundação do Algodão para restaurar o maior banco de sementes de algodão não transgênico do mundo.
- A ideia de longo prazo é que esses materiais substituam o poliéster, a viscose e, no futuro, até o algodão, reduzindo o uso de petróleo e tornando a produção mais sustentável.
Jeff Bezos investiu US$ 34 milhões em pesquisas para desenvolver tecidos sustentáveis a partir de biotecnologia, resíduos agrícolas e outras fontes. O aporte foi feito por meio do Fundo Bezos para a Terra, anunciado recentemente.
A ideia é criar materiais que exijam menos petróleo, sejam biodegradáveis e, no longo prazo, substituam o poliéster, a viscose e até mesmo o algodão na indústria têxtil, que consome grande quantidade de água na produção.
A verba está distribuída entre quatro projetos em instituições de renome: 11,5 milhões de dólares para Columbia University e Instituto de Tecnologia da Moda; 10 milhões para Berkeley, Stanford e Caltech; 11 milhões para a Clemson University; e 1,5 milhão para a Fundação do Algodão.
No conjunto, os projetos visam fibras têxteis produzidas por bactérias alimentadas por resíduos, fibras biodegradáveis inspiradas na teia de aranha sem usar plásticos, modificação genética do algodão para maior rendimento e cor pré-desenvolvida, além de ações para restauro de sementes não transgênicas.
A iniciativa surge em um momento em que a indústria da moda é amplamente reconhecida como poluente, com demanda por alternativas que reduzam impacto ambiental, uso de água e emissão de carbono.
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