Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Cientistas japoneses testam células-tronco para tratar Parkinson pela 1ª vez

Japão aprova, de forma condicionada, tratamento com células-tronco iPSC para Parkinson; estudo com sete pacientes mostra transplantes viáveis, dopamina produzida e melhora em quatro

O transplante de células-tronco é um novo tratamento para Parkinson, estudado por cientistas japoneses. (Foto: Bhautik Patel | Unsplash)
0:00
Carregando...
0:00
  • O Japão aprovou, no início de março, de forma condicional e limitada, o tratamento Amchepry para Parkinson, baseado no transplante de células-tronco pluripotentes induzidas ao cérebro.
  • O tratamento utiliza células-tronco iPSC produzidas em laboratório, com o objetivo de substituir neurônios dopaminérgicos e reverter a progressão da doença.
  • Em estudo clínico com sete pacientes, transplantes de 5 a 10 milhões de células não apresentaram efeitos adversos graves, as células sobreviveram e produziram dopamina, sem formação de tumores, e quatro pacientes tiveram melhoria dos sintomas.
  • Especialistas ressaltam que ainda é cedo para confirmar segurança e eficácia, sendo necessários mais testes para comprovar os efeitos e reduzir possíveis vieses.
  • Caso haja aprovação ampla, seria o primeiro tratamento do mundo baseado em iPSCs disponível ao público.

O Japão aprovou, no início de março, de forma condicional e limitada, um tratamento inovador contra a doença de Parkinson. A informação foi divulgada pela farmacêutica Sumitomo Pharma e envolve o uso de células-tronco para tratar a doença.

O estudo usa transplante de células-tronco pluripotentes induzidas, ou iPSCs, produzidas em laboratório, diretamente no cérebro do paciente. A proposta é substituir neurônios dopaminérgicos danificados e, assim, retardar a progressão do Parkinson.

O tratamento recebe o nome Amchepry e, se chegar ao mercado, será o primeiro a oferecer uma terapia com iPSCs ao público. A aprovação foi condicionada e restrita, com protocolos de monitoramento, segundo informações da empresa.

O que o Parkinson causa

Os neurônios dopaminérgicos morrem à medida que a doença avança, reduzindo a produção de dopamina, o que afeta o controle motor. Os sintomas incluem tremores, rigidez, bradicinesia e instabilidade postural. O manejo clínico atual busca retardar a progressão e aliviar sinais.

O transplante com iPSCs pretende regenerar os neurônios danificados, oferecendo uma abordagem diferente de tratamentos que apenas modulam sintomas. Se comprovado seguro, o tratamento pode representar mudança significativa no manejo da doença.

O estudo clínico consultado envolveu sete pacientes reais que receberam entre 5 e 10 milhões de células-tronco. Não foram observados efeitos colaterais graves, e as células sobreviveram ao longo do acompanhamento, produzindo dopamina.

Desafios e perspectivas

Pelo menos quatro dos voluntários apresentaram melhoria nos sintomas, conforme dados preliminares. Contudo, especialistas ressaltam que a segurança e eficácia precisam ser confirmadas em mais testes para evitar vieses e garantir resultados consistentes.

Autoridades japonesas destacam que as evidências já se apoiam em outras abordagens com iPSCs que mostraram promissores resultados de segurança. A continuidade dos ensaios deve esclarecer a relação entre transplantes e melhoras observadas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais