- O diretor do Programa Nacional de Imunizações explicou cuidados após a vacinação contra dengue, em meio à suspensão temporária para apurar duas mortes suspeitas.
- Pessoas vacinadas devem ficar atentas a sinais nos 21 dias seguintes, como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, tontura, sangramentos, sonolência, irritabilidade, desidratação e piora do estado geral, e procurar atendimento médico se aparecerem.
- Equipes de saúde foram orientadas a reconhecer sinais de alarme, notificar casos suspeitos, acionar a vigilância epidemiológica e garantir atendimento imediato quando necessário.
- A vacinação é produzida pelo Instituto Butantan e começou em piloto em Botucatu, Nova Lima e Maranguape, expandindo para Tocantins (Araguaína) e, depois, para profissionais da atenção primária em todo o país.
- Até 30 de maio, foram aplicadas mais de 5,0l00.000 doses no Brasil, com cerca de 83 mil nas cidades piloto e aproximadamente 417 mil voltadas a profissionais de saúde.
O diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, detalhou nesta segunda-feira os cuidados após a vacina contra a dengue. A fala ocorreu em coletiva de imprensa realizada após a suspensão temporária da aplicação, em razão de duas mortes sob investigação.
Gatti informou que a imunização oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus, mas os moradores vacinados devem observar sinais de alerta nos 21 dias seguintes. Em caso de febre alta, dor abdominal, vômitos ou sangramentos, é essencial buscar atendimento médico.
A vigilância epidemiológica já recebeu orientações para reconhecer sinais de alarme, notificar casos suspeitos e monitorar a rede de saúde para atendimento imediato quando necessário. O período de 21 dias é citado devido à possível viremia da vacina.
A Vacina
O imunizante é produzido pelo Instituto Butantan e começou a ser aplicado em janeiro, num piloto em Botucatu (SP), Nova Lima (MG) e Maranguape (CE). Em março, a estratégia foi ampliada para Tocantins, na região de Araguaína.
Até 30 de maio, o Brasil aplicou mais de 500 mil doses. Cerca de 83 mil foram destinadas ao piloto, enquanto aproximadamente 417 mil foram aplicadas principalmente em profissionais de saúde. O monitoramento de eventos adversos segue como rotina do PNI.
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