- A operação do Ibama resultou na apreensão de 104 toneladas de peixes capturados de forma irregular no Rio Grande do Sul, ao longo de maio.
- Foram 7 embarcações apreendidas, R$ 5,1 milhões em multas e embargo de dois estaleiros que operavam sem licença ambiental.
- Ao todo foram 29 autos de infração e cinco barcos tiveram permissões de pesca suspensas.
- A fiscalização teve foco na proibição de pesca com redes no canal e na desembocadura da Lagoa dos Patos, área estratégica para a migração e desova da tainha.
- Drones e o rebocador de alto-mar Tritão, da Marinha, apoiaram as ações, com etapa ampliada para o Rio Mampituba e municípios de Laguna e Imbituba.
A operação realizada pelo Ibama ao longo de maio resultou na apreensão de 104 toneladas de peixes capturados de forma irregular no Rio Grande do Sul. A ação também levou à apreensão de sete embarcações, à aplicação de R$ 5,1 milhões em multas e ao embargo de dois estaleiros que operavam sem licença ambiental. No total, 29 autos de infração foram emitidos e cinco barcos tiveram as permissões de pesca suspensas.
A fiscalização teve como foco principal a captura irregular de tainha durante o período reprodutivo, essencial para a continuidade do estoque da espécie. As ações ocorreram na área de proibição de pesca com redes no canal e na desembocadura do estuário da Lagoa dos Patos, região estratégica para a migração da espécie rumo ao mar para desova.
Durante as diligências, agentes identificaram embarcações transportando tainhas com ovulação e outras 24 espécies ameaçadas, incluindo o tubarão-anjo e a miraguaia. Drones e o rebocador de alto-mar Tritão, da Marinha, foram utilizados para embasar as verificações.
Segundo o coordenador da operação, Luiz Eduardo Bonilha, a atuação contribuiu para reduzir a pesca ilegal nas áreas monitoradas, permitindo que os cardumes concluam o ciclo reprodutivo. O Ibama aponta que os pescadores artesanais podem ser os maiores beneficiados, pela preservação da espécie.
A coordenação envolveu ainda a participação da Polícia Federal, Receita Federal, Marinha, ICMBio e Grupamento Ambiental da Brigada Militar. Em fase seguinte, as ações se estenderam ao Rio Mampituba, na fronteira RS-SC, além de municípios catarinenses como Laguna e Imbituba.
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