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Maior escorpião registrado tinha tamanho de criança e viveu 415 milhões de anos

Fóssil de Praearcturus gigas, escorpião de cerca de um metro, revela um dos maiores predadores do Devoniano Inicial e possível estilo de vida semiaquático

Nova pesquisa revela que o maior escorpião já identificado é o Praearcturus gigas, que media mais de um metro de comprimento.
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  • Fósseis encontrados no atual Reino Unido pertencem à espécie gigante Praearcturus gigas, com cerca de um metro de comprimento e 16 centímetros de pinças, datados do Devoniano Inicial.
  • O animal pode ter sido um dos maiores predadores da Terra há 415 milhões de anos, ainda sem florestas dominantes.
  • O estudo, publicado na revista Palaeontology, reanalisou os fósseis com técnicas modernas e contou com parceria do Natural History Museum e da University of Manchester.
  • Indícios sugerem estilo de vida semiaquático, com adaptações semelhantes aos crustáceos modernos, o que explicaria o gigantismo em ambiente aquático.
  • A pesquisa aponta que o escorpião habitava planícies alagadas na região onde hoje ficam Inglaterra e País de Gales, no topo da cadeia alimentar.

Um estudo publicado na revista Palaeontology revelou o maior escorpião já registrado, de cerca de 1 metro de comprimento e pinças de 16 cm. Batizado de Praearcturus gigas, ele viveu há 415 milhões de anos, no Devoniano Inicial, antes das florestas modernas.

Fósseis encontrados no atual Reino Unido mostram que esse aracnídeo gigante era um dos principais predadores da época, dominando ambientes ainda dominados por pequenos artrópodes.

Pesquisadores do Natural History Museum e da University of Manchester reexaminam os espécimes usando técnicas modernas de imagem para confirmar a identificação como escorpião gigante.

A equipe sugere que o animal tinha estilo de vida semiaquático, com adaptações semelhantes às de crustáceos modernos. A água proporcionava sustentação extra ao corpo.

Essa condição facilitaria o gigantismo, já que o ambiente aquático reduz limitações físicas de grandes predadores terrestres. O estudo também aponta ausência de grandes rivais terrestres.

Os fósseis indicam que Praearcturus gigas ocupava o topo da cadeia alimentar em planícies alagadas da região que hoje corresponde à Inglaterra e ao País de Gales.

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