- O Ministério da Saúde suspendeu, em 8 de junho de 2026, a vacina do Butantan contra a dengue após 42 casos de sintomas graves entre vacinados.
- Foram aplicadas mais de 500 mil doses até 30 de maio; 3.703 pessoas apresentaram sintomas semelhantes aos da dengue.
- Entre os casos graves, houve três internações e duas mortes; uma mulher de 48 anos desenvolveu dengue grave com componente neurológico 19 dias após a vacinação, e um homem de 58 anos evoluiu com dengue grave e choque 5 dias após a imunização.
- A vacinação foi ampliada para pessoas de 15 a 59 anos em Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG); parte das reações graves ocorreu nessas regiões, mas os três pacientes graves foram em outras localidades.
- O Butantan afirma que continuará apoiando o Ministério da Saúde e a Anvisa, e aponta eficácia global de 79,6% e 89% contra dengue grave, com acompanhamento positivo em municípios onde houve vacinação em massa.
O Ministério da Saúde suspendeu a vacina contra dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan após registrar 42 casos de sintomas graves, entre eles uma internação e duas mortes, após a vacinação. Ao todo, foram aplicadas mais de 500 mil doses entre janeiro e 30 de maio.
Dentre os 42 vacinados com sinais de alarme, houve dor abdominal, vômito persistente ou sangramento. Três apresentaram quadros graves e foram hospitalizados, com duas mortes confirmadas. Uma terceira paciente teve internação na UTI e recebeu alta.
Até o momento, não há conclusão de que a vacina seja a causa dos eventos. A investigação usa histórico clínico, doenças preexistentes e possíveis causas alternativas para entender os casos.
Sobre os casos
Os 3 casos graves ocorreram entre profissionais da atenção primária que receberam a vacinação. A vacinação para essa categoria começou em fevereiro, com previsão de atingir 1,2 milhão de trabalhadores.
A ampliação da vacinação atingiu 3 municípios: Botucatu (SP), Maranguape (CE) e Nova Lima (MG). Parte das 42 reações graves foi observada nessas áreas, mas as mortes ocorreram em outras localidades.
O Ministério da Saúde não detalhou informações individuais sobre os pacientes internados ou as vítimas fatais.
Análise da suspensão
A pasta informou que ainda não há confirmação de relação causal entre a vacina e os eventos adversos. As ocorrências estão sendo avaliadas com base em histórico médico, fatores de risco e possíveis causas alternativas.
A análise envolve o Comitê Interinstitucional de Farmacovigilância de Vacinas e a Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização, vinculados ao Ministério da Saúde.
O que disse o Butantan
O Butantan afirmou que continuará apoiando o Ministério da Saúde e a Anvisa, fornecendo dados sobre a vacina e acompanhando a farmacovigilância. O instituto destacou a eficácia da vacina em estudo científico e a atuação positiva em municípios de vacinação em massa.
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