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Turismo Sul da Bahia conecta visitantes a baleias manguezais e saberes indígenas

Airbnb e WWF-Brasil lançam a Rota das Marés no sul da Bahia, conectando turismo regenerativo a comunidades tradicionais e à conservação da Mata Atlântica

Visitantes participam de experiência guiada por indígenas Pataxó em área de Mata Atlântica no extremo sul da Bahia, região incluída na Rota das Marés, iniciativa voltada ao turismo regenerativo e à conexão com comunidades tradicionais.
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  • Airbnb e o World Wide Fund for Nature Brasil (WWF-Brasil) lançam a Rota das Marés, na Bahia, conectando Caraíva, Corumbau, Cumuruxatiba, Prado e Caravelas, com turismo regenerativo, observação de aves e conservação marinha.
  • A região reúne remanescentes de Mata Atlântica, manguezais, recifes de coral e o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, berçário das baleias-jubarte no Atlântico Sul.
  • Segundo estudo do WWF-Brasil, pesca e turismo movimentaram cerca de R$ 1,9 bilhão em 2024, gerando aproximadamente 97 mil empregos diretos e indiretos.
  • Manguezais, estuários e recifes atuam como berçários naturais e respondem por parte significativa da renda da região, com destaque para reservas como Abrolhos, Corumbau e Cassurubá.
  • O projeto inclui o programa indígena Vem Passarinhar, em Cumuruxatiba, que une turismo e saberes tradicionais para aproximar visitantes da conservação e fortalecer a economia local.

Entre o canto das baleias-jubarte em Abrolhos, a observação de aves conduzida por indígenas Pataxó e os manguezais do extremo sul da Bahia, nasceu a Rota das Marés. A iniciativa, lançada pelo Airbnb em parceria com o WWF-Brasil, reúne destinos como Caraíva, Corumbau, Cumuruxatiba, Prado e Caravelas, com foco em turismo regenerativo.

A proposta integra conservação ambiental, geração de renda e valorização de saberes tradicionais. A Mata Atlântica, manguezais, recifes de coral e o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos formam o cenário, berçário de baleias e ecossistema-chave para a região.

Bases ecológicas e dados econômicos

Segundo estudo coordenado pelo WWF-Brasil, pesca e turismo movimentaram R$ 1,9 bilhão na Região dos Abrolhos em 2024, gerando cerca de 97 mil empregos diretos e indiretos. Mais de 10 mil postos de trabalho diretos estão ligados à pesca artesanal, enquanto o turismo emprega quase 22 mil pessoas.

As unidades de conservação costeiras e marinhas, como Abrolhos, Corumbau e Cassurubá, respondem por aproximadamente 30% dos empregos da pesca e do turismo locais, com movimentação de cerca de R$ 536 milhões na economia regional. O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos recebeu quase 17 mil visitantes em 2024.

Observação de aves e participação indígena

Entre as experiências da rota está o projeto Vem Passarinhar, liderado pelo guia Pataxó Carlos Silva, em Cumuruxatiba. A observação de aves é apresentada como ferramenta de saúde mental e reconexão com o território para jovens da comunidade. As lideranças indígenas destacam que esse tipo de atividade aproxima visitantes da floresta, do oceano e dos saberes locais.

O projeto conta com apoio de WWF-Brasil, ICMBio e do Parque Nacional do Descobrimento. A organização destaca que experiências de comunidades tradicionais ajudam o visitante a entender a conservação de maneira prática e próxima da vida cotidiana.

Turismo e clima

A Rota das Marés propõe experiências que vão da observação subaquática em recifes à gastronomia tradicional em reservas extrativistas, incluindo subidas ao Monte Pascoal com guias locais. Em pilotos realizados antes do lançamento, houve momentos marcantes, como o canto de baleias captado por mediadores submersos, que emocionou parte dos visitantes.

A iniciativa reforça a ideia de que o turismo pode contribuir para a economia local enquanto promove sensibilização ambiental. O gerente de Políticas Públicas do Airbnb indica que a empresa busca ampliar o fluxo turístico responsável para áreas menos visitadas, conectando visitantes a saberes locais e à conservação.

Perspectivas para o sul da Bahia

Especialistas ressaltam que o extremo sul da Bahia já se tornou referência em protocolos de adaptação climática desenvolvidos por comunidades tradicionais. A meta é que a Rota das Marés sirva como modelo para outras iniciativas semelhantes no Brasil, ampliando o alcance do turismo sustentável sem perder a identidade das regiões visitadas.

Os organizadores destacam que, ao conhecerem esses territórios, os turistas passam a entender a necessidade de manter as áreas em pé, reconhecendo o papel do turismo na construção de uma consciência ambiental duradoura.

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