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Atividade humana nos oceanos coloca em risco a sobrevivência do planeta

ONU alerta que aquecimento e poluição colocam oceanos em risco: 52 milhões de toneladas de plástico vão para o mar e recifes podem desaparecer com aquecimento de 1,5 °C

No dia 8 de junho, Dia Mundial do Oceano, a ONU publicou terceira edição de relatório com apoio de especialistas de 86 países sobre as ameaças ambientais e climáticas em jogo
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  • A ONU lançou a Terceira Avaliação Mundial dos Oceanos, com 550 especialistas, apontando crise por mudanças climáticas, perda de biodiversidade e poluição marinha.
  • Em 2024, cerca de 37% da população mundial vivia a menos de 100 quilômetros de áreas costeiras, o que influencia descarte de resíduos e degradação de habitats.
  • O relatório afirma que o aquecimento humano eleva o nível do mar; desde 1955, 16% do aquecimento oceânico ocorreu após 2018, com o Ártico aquecendo quatro vezes a média global.
  • A taxa de elevação do nível do mar passou de 1,9 mm/ano em 2015 para 4,3 mm/ano em 2023, impactando temperatura da água, oxigenação e recifes; cerca de 80% dos recifes de coral do Caribe podem ter desaparecido desde a década de 1970.
  • A poluição plástica chega aos oceanos com mais de 52 milhões de toneladas, totalizando 24 trilhões de partículas de microplástico; apenas 3 a 4% são coletadas na superfície ou praias, o restante fica disperso.

A Terceira Avaliação Mundial dos Oceanos, publicada pela ONU em 8 de junho, alerta para a crise que afeta os mares, com mudanças climáticas, perda de biodiversidade e poluição. O relatório, elaborado com apoio de 550 especialistas, reúne 1600 páginas sobre o estado dos oceanos e suas consequências para o clima e as economias globais.

Dados recentes mostram que, em 2024, 37% da população mundial vivia a menos de 100 km de áreas costeiras. Esse entorno concentra atividades econômicas e residências, influenciando o manejo de resíduos e a degradação de habitats marinhos. O documento aponta que o aquecimento global eleva o nível do mar, com velocidade de subida voltando a acelerar nos últimos anos.

O relatório reforça que o Ártico registra aquecimento superior à média global, enquanto a elevação do nível do mar passou de 1,9 mm/ano (2015) para 4,3 mm/ano (2023). Mudanças térmicas afetam a vida marinha, reduzindo oxigênio disponível. No Caribe, cerca de 80% dos recifes de coral desapareceram desde a década de 1970.

Poluição plástica

O estudo evidencia que mais de 52 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos, gerando cerca de 24 trilhões de microplásticos. A parcela coletada na superfície ou em praias representa apenas 3 a 4% do total, com grande parte dispersa nas águas ou no fundo.

Caminhos e desafios

A ONU aponta que governanças e políticas já avançam em redução de emissões e proteção marinha, mas resta sair do papel com mais rapidez. Restaurar ecossistemas poderia contribuir com apenas cerca de 2% das metas globais de mitigação de mudanças climáticas.

A criação do Comitê Intergovernamental de Negociação sobre Poluição Plástica, em 2022, buscava um acordo mundial. Após seis anos de negociações, ainda não houve consenso entre os 193 Estados-membros da ONU.

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