- As unidades de conservação existem para proteger amostras significativas de biomas, habitats e ecossistemas, respeitando modos de vida e territórios de populações tradicionais.
- A criação de uma UC pode partir do ICMBio ou da sociedade, especialmente em regiões onde comunidades dependem dos recursos naturais.
- Em média, leva quatro anos para a UC ser criada, desde a admissão até a assinatura do ato de criação pelo presidente da República.
- O processo envolve etapas técnicas, estudos ambientais e consultas públicas, com participação de moradores, pesquisadores e organizações locais.
- Hoje existem cerca de 350 unidades federais administradas pelo ICMBio, totalizando aproximadamente 173 milhões de hectares, e a gestão segue o modelo do SNUC, com governança descentralizada e participação social.
No Brasil, a criação de Unidades de Conservação (UCs) visa proteger amostras significativas de biomas, habitats e ecossistemas, além de preservar modos de vida e territórios de comunidades tradicionais. O sistema é regido pelo SNUC e envolve gestão pública e participação social.
A Constituição de 1988 determina que o meio ambiente seja ecologicamente equilibrado e que o poder público, juntamente com a sociedade, o defenda para as gerações atuais e futuras. A criação de uma UC parte do reconhecimento de relevância biológica, paisagística ou cultural.
A iniciativa pode partir do ICMBio, a partir de estudos que comprovem importância ambiental, social ou cultural, ou da sociedade civil, especialmente em áreas onde comunidades dependem dos recursos naturais para a sobrevivência.
Em média, uma UC leva cerca de quatro anos para ser criada, dependendo da complexidade da área. O fluxo envolve admissão, fase analítica com estudos ambientais e consulta pública antes da avaliação final pelo MMA.
A etapa final ocorre quando o ato de criação é assinado pelo presidente, após atravessar autoridades federais e instâncias governamentais. A participação pública é essencial para definir localização, limites e objetivos.
O SNUC é visto como um modelo robusto, com governança descentralizada que envolve conselhos das unidades e políticas ambientais nacionais. Atualmente, existem aproximadamente 350 UC federais sob a administração do ICMBio, cobrindo centenas de milhões de hectares.
A gestão de áreas tão extensas representa desafio permanente, mas a proteção por meio de áreas protegidas é reconhecida internacionalmente como forma eficaz de manter biodiversidade e serviços ecossistêmicos para o futuro.
As UC com uso sustentável fortalecem a sociobioeconomia local, permitindo atividades produtivas compatíveis com conservação. Turismo de base comunitária e cadeias produtivas são exemplos de como conservação e desenvolvimento podem caminhar juntos.
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