Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Delirium pós-cirurgia pode acelerar declínio cognitivo em idosos

Delirium após cirurgia acelera o declínio cognitivo em idosos por até cinco anos, com efeito persistente independentemente de reinternações

O delirium já era associado a consequências como perda de independência funcional, maior risco de demência e pior qualidade de vida, e o novo estudo parece reforçar tal vínculo — Foto: Pexels
0:00
Carregando...
0:00
  • O estudo SAGES acompanhou 560 adultos com 70 anos ou mais submetidos a cirurgias, por até seis anos, avaliando memória, atenção, raciocínio e outras funções cognitivas.
  • Pacientes que desenvolveram delirium após a cirurgia apresentaram perda cognitiva mais rápida que aqueles sem delirium, com efeitos detectáveis por até cinco anos.
  • Reinternações hospitalares estiveram associadas a pior desempenho cognitivo, mas não explicaram integralmente o declínio observado entre quem teve delirium.
  • Os resultados sugerem que o delirium pós-operatório pode ser um marcador de vulnerabilidade cerebral, não apenas uma complicação passageira.
  • Pesquisadores ressaltam a necessidade de entender mecanismos biológicos e investir em prevenção e acompanhamento de idosos propensos ao delirium.

O delirium pós-operatório está ligado a um declínio cognitivo mais rápido em idosos, segundo estudo da pesquisa SAGES (Successful Aging after Elective Surgery). Acompanhou 560 adultos com 70 anos ou mais, submetidos a cirurgias, por até seis anos para avaliar memória, atenção e raciocínio.

A pesquisa analisou 11 testes cognitivos. Pessoas que desenvolveram delirium logo após a cirurgia apresentaram pior desempenho ao longo do tempo, com efeito detectável até cinco anos depois do episódio. Reinternaçõ es hospitalares também foram observadas, mas não explicaram o declínio.

Os resultados reforçam que o delirium não é apenas um problema passageiro do pós-operatório. Ele pode sinalizar vulnerabilidade cerebral e exigir prevenção e acompanhamento mais eficaz para idosos.

Resultados principais

A equipe liderada por Sharon Inouye, da Harvard e Hebrew SeniorLife, destacou que reinternações não justificam por completo o maior declínio observado entre quem teve delirium. A conclusão aponta para mecanismos biológicos a investigar.

Os pesquisadores sugerem ampliar o tema com novos estudos para entender como esse evento influencia a saúde cerebral de longo prazo. Compreender os mecanismos pode embasar estratégias de prevenção.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais