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Descoberta explica por que roedores simulam fala humana com precisão

Mudança nas conexões cerebrais dos ratos-cantores de Alston gera forma de comunicação semelhante à conversa humana, segundo estudo publicado na Nature

Alston S Singing Mouse
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  • Um estudo na revista Nature aponta que uma mudança simples nas conexões cerebrais dos ratos-cantores-de-Alston permitiu uma forma de comunicação parecida com uma conversa.
  • Pesquisadores do Cold Spring Harbor Laboratory usaram a técnica MAPseq para rastrear milhares de neurônios e mapear suas ligações cerebrais.
  • Os resultados mostraram que esses ratos têm cerca de três vezes mais neurônios conectando o córtex motor a outras regiões, o que pode sustentar as trocas vocais elaboradas.
  • A habilidade de “conversar” sem interromper uns aos outros é destacada como um comportamento que lembra o diálogo humano.
  • A descoberta pode ajudar cientistas a entender melhor a origem da linguagem humana e como mudanças cerebrais afetam a comunicação animal.

O estudo publicado na revista Nature aponta que uma alteração simples nas conexões cerebrais dos ratos-cantores-de-Alston pode ter promovido uma forma de comunicação próxima de uma conversa. A pesquisa indica que a mudança ocorreu no cérebro desses roedores, sem alterar seu aspecto externo.

Pesquisadores do Cold Spring Harbor Laboratory, nos Estados Unidos, usaram a técnica MAPseq para mapear a atividade neural. O método permite rastrear milhares de neurônios ao mesmo tempo e identificar as ligações entre o córtex motor e outras regiões.

O resultado mostra que, em comparação aos ratos comuns, os roedores estudados apresentam cerca de três vezes mais neurônios conectando o córtex motor a áreas associadas à produção de voz. Essa rede ampliada pode explicar as vocais elaboradas e a troca contínua de mensagens entre eles.

MAPseq amplia entendimento sobre redes neurais

A pesquisa detalha que a reorganização neural ocorre de forma sutil, mas suficiente para alterar o comportamento comunicativo. Cientistas ressaltam que o achado pode contribuir para compreender a origem da linguagem humana, especialmente a partilha de sinais sociais complexos.

Implicações e próximos passos

Os autores destacam a importância de confirmar se mudanças semelhantes ocorrem em outras espécies. Pesquisas futuras devem investigar se esse tipo de reconfiguração neural influencia a percepção de som e a qualidade da interação entre indivíduos.

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