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Estudantes descobrem ruínas da Roma Antiga durante ocupação escolar

Estudantes que ocuparam o Liceu Cavour, em Roma, encontram sob a escola vestígios de uma domus romana do século II d.C., com afrescos e mosaicos

Entrada de um túnel escuro com arco de pedra e argamassa desgastada, cercado por terra e detritos. Na parede direita, grafite vermelho INDIANA JONES 2013
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  • Estudantes do Liceu Cavour, em Roma, ocuparam a escola em janeiro de 2021 e encontraram vestígios de uma antiga villa romana sob o prédio.
  • A domus romana data de meados do século II d.C. e fica majoritariamente em áreas subterrâneas, muito bem preservadas.
  • Ao abrir uma passagem, eles viram uma antiga sala de caldeiras, paredes romanas e uma villa com afrescos e revestimentos decorativos.
  • Foram encontrados artefatos de uso cotidiano, incluindo ânforas e copos, totalizando quarenta e oito caixas; há mosaico e desenhos florais e figuras humanas em alguns espaços.
  • As escavações, iniciadas em setembro de 2025 pela Superintendência Especial de Roma, devem ser expandidas para tornar o local público a estudantes e turistas.

Estudantes que ocupavam o Liceo Cavour, em Roma, encontraram vestígios de uma antiga Roma na área do porão da escola. A descoberta ocorreu durante protestos de janeiro de 2021 contra o ensino remoto, em meio à segunda onda da Covid-19, quando os alunos passaram a investigar espaços restritos do prédio.

Entre os achados, havia indícios de uma villa romana construída sobre a área onde hoje fica a escola. A proximidade com o Coliseu e o papel histórico da região ajudam a explicar a possibilidade de conter, sob a construção, uma domus de época late imperial.

Descoberta no porão e origem histórica

Ao serem acompanhados pela professora de história Claudia Marino, os estudantes entraram em uma antiga sala de caldeiras abandonada e encontraram paredes romanas preservadas. A passagem por uma abertura levou a uma villa decorada com afrescos e revestimentos da época.

A domus, situada abaixo da escola, data do meados do século 2 d.C., período de domínio romano sob governantes como Adriano e Marco Aurélio. A sala preservada guarda raízes de uma residência privada antiga, ampliando o entendimento sobre ocupações urbanas naquele período.

Escavações e etapas futuras

A descoberta foi comunicada à Superintendência Especial de Roma, responsável pela preservação do patrimônio. As escavações começaram em setembro de 2025, com apresentação pública dos resultados em 28 de maio.

Os espaços subterráneos da villa apresentam um mosaico de azulejos de formatos variados e ornamentos florais. Diversos artefatos de uso cotidiano, incluindo uma ânfora e copos, foram localizados, totalizando 48 caixas de material para estudo.

Perspectivas de estudo e acesso público

Parte das estruturas permanece em fase de investigação, sugerindo que a área seja ainda maior do que o inicialmente identificado. A expectativa é ampliar as escavações e abrir o local para visitas de estudantes e turistas, sob diretrizes de preservação.

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