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Expedição à Antártica impulsiona pesquisa de câncer de pele com bactérias

Expedição à Antártida identifica bactéria de ascídia com composto capaz de matar melanoma com seletividade, abrindo caminho para futuras terapias.

Pesquisador coleta ascídias na Antártica — Foto: Universidade do Sul da Flórida.
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  • Expedição de seis semanas à Antártida envolve estudo de uma ascídia que abriga uma bactéria com potencial terapêutico contra melanoma.
  • A bactéria produzida pela ascídia pode matar células cancerígenas do melanoma sem afetar células humanas normais, o que é crucial para o desenvolvimento de medicamentos.
  • O trabalho é liderado pelo professor Bill Baker, da Universidade do Sul da Flórida, que já identificou o composto há cerca de vinte anos.
  • A pesquisa busca entender a distribuição geográfica da bactéria e como ela vive dentro da ascídia, conectando-se aos compostos estudados para melanoma.
  • Após a coleta, amostras passam por análises de DNA, química e avaliação biológica, com o objetivo de avançar possíveis aplicações médicas em meses ou anos.

A expedição de seis semanas à Antártica envolveu pesquisadores da Universidade do Sul da Flórida (USF) em busca de respostas sobre um possível tratamento para câncer de pele. O foco é uma ascídia, animal invertebrado marinho, que abriga uma bactéria capaz de matar células de melanoma sem ferir células humanas saudáveis. A equipe liderada pelo professor Bill Baker retoma os estudos iniciados há cerca de 20 anos.

A pesquisa ocorre em um ecossistema isolado, onde as espécies evoluíram de forma distinta. A escolha da Antártida se deve à adaptação única dos organismos locais, que produzem compostos químicos como defesa natural. Os cientistas buscam entender a relação entre a bactéria e a ascídia, e como isso pode se traduzir em aplicações médicas.

Objetivos da expedição

A expedição de 2026 teve como meta mapear a distribuição geográfica da bactéria nas ascídias estudadas. Também pretende compreender como a bactéria vive dentro do hospedeiro e como isso se relaciona aos compostos ativos ligados ao melanoma. Os resultados devem indicar caminhos para produção e uso terapêutico.

De volta aos laboratórios, as amostras coletadas passam por análises de DNA, química e avaliações biológicas. A etapa atual envolve várias equipes e pode levar meses ou anos, mas é essencial para transformar descobertas em avanços no tratamento do câncer.

Os pesquisadores buscam, ainda, entender como os compostos são produzidos naturalmente pela bactéria. Caso comprovadas, as moléculas poderiam fundamentar futuras terapias para pacientes com melanoma, mantendo o foco na segurança e na seletividade aos tumores.

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