- Nos EUA, metade da geração Z usa IA generativa pelo menos uma vez por semana, e 31% relatam sentir raiva da tecnologia (subiu de 22% no ano anterior).
- Muitos jovens temem que a IA torne suas habilidades menos valiosas, especialmente no mercado de trabalho e no aprendizado.
- Candidatos usam IA em busca de vagas e recrutadores a filtram com algoritmos; muitos passam por várias rodadas de entrevistas e avaliações automatizadas.
- Estudo da Universidade de Stanford indica que, em uma plataforma de avaliação gamificada, é preciso se candidatar a pelo menos 25 vagas para quase ter uma recomendação.
- Apesar das preocupações, há exemplos de uso positivo; alguns estudantes recorrem a IA para estruturar pesquisas, ainda que sob a pressão de prazos e com debates sobre impacto da tecnologia.
A pesquisa revela que a geração Z nos Estados Unidos tem usado IA generativa com frequência, mas também expressa frustração. Cerca de metade dos jovens dessa faixa etária utiliza a ferramenta pelo menos uma vez por semana, e 31% relatam raiva em relação à tecnologia.
A combinação de dependência e preocupação marca o retrato. Profissionais de software temem ficar menos valorizados, enquanto estudantes relatam que o aprendizado e a criatividade parecem sofrer com a presença constante da IA no cotidiano.
Uso da IA entre jovens
A geração Z, nascida entre 1997 e 2012, mostra comportamento misto: utilidade prática da IA aliada a receios sobre o mercado de trabalho. Estudos indicam que a pressão por desempenho aumenta conforme as candidaturas ficam mais automatizadas.
Movimentos de recrutar e selecionar também mudam o cenário. Jovens relatam que empregadores utilizam algoritmos para filtrar currículos, o que intensifica as fases de entrevistas e avaliações automatizadas.
Desafios acadêmicos e profissionais
Casos de estudantes mostram que ferramentas de IA ajudam na organização de pesquisas, mas também geram questionamentos sobre a origem do conteúdo. Em alguns casos, o uso ocorre para cumprir prazos sob pressão de entrega.
Relatos de recém-formados indicam candidaturas a centenas de vagas sem ofertas, evidenciando um mercado competitivo. Em resposta, muitos buscam contato direto com gestores para aumentar chances de visibilidade.
Percepção pública e impactos sociais
Entre adultos, surgem debates sobre a veracidade de imagens geradas pela IA, com temores de uso indevido em campanhas políticas. Formandos de universidades chegaram a vaiar palestrantes que exaltaram as possibilidades da tecnologia.
Há também movimentos de resistência digital. Grupos isolados defendem menos conectividade, optando por modelos de comunicação offline para manter o foco e reduzir distrações.
Apesar das críticas, a maioria dos jovens continua explorando as capacidades da IA e reconhece benefícios práticos. Um quinto afirma nunca ter utilizado IA, mantendo uma parcela com pouca ou nenhuma experiência.
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