- Em dois estudos com mais de 1.500 mulheres acima do peso na menopausa, o orforglipron reduziu peso médio em até 14,4% na perimenopausa e 14,1% após a menopausa ao longo de setenta e duas semanas, com diminuição de até 12,5 cm na circunferência abdominal (ATTAIN‑1).
- No braço ATTAIN‑2, com pessoas com diabetes tipo 2, houve perda de peso também em todas as fases da menopausa.
- O orforglipron é um análogo de GLP‑1, já aprovado para uso nos Estados Unidos, e aguarda parecer da Anvisa no Brasil.
- O medicamento é tomado diariamente, com alimentação de menor aporte calórico e prática de atividade física; pode ser ingerido com ou sem alimentos. Mulheres que usam anticoncepcionais devem adotar método não oral por 30 dias após o início e após cada aumento de dose, e o uso deve ser interrompido se houver gravidez.
- Os resultados precisam ser interpretados com cautela, já que a avaliação por fase ocorreu apenas ao fim dos estudos; nem todos os subgrupos tinham tamanho suficiente para conclusões firmes.
O orforglipron, analógico de GLP-1, tem chamado atenção por prometer efeitos de perda de peso. Em análises apresentadas no congresso da Associação Americana de Diabetes, o medicamento foi avaliado em mulheres acima do peso em diferentes fases da menopausa.
Em estudo ATTAIN-1, mulheres sem diabetes que receberam a dose mais alta perderam cerca de 12,8% a 14,4% do peso ao longo de 72 semanas, variando conforme a fase da menopausa. A circunferência abdominal diminuiu até 12,5 cm. O ATTAIN-2 também mostrou queda de peso em diabéticas tipo 2.
O medicamento já foi aprovado pela FDA, em abril de 2026, para obesidade ou sobrepeso com comorbidade relacionada ao peso. No Brasil, aguarda parecer da Anvisa antes de sua comercialização.
Sobre o uso e cautelas
O orforglipron é tomado diariamente, com alimentação de menor aporte calórico e prática de atividade física. Pode ser usado com ou sem alimento, sem restrições rígidas de água ou jejum.
Para a saúde reprodutiva, a bula americana recomenda cautela: mulheres que usam anticoncepcionais devem adotar método não oral ou barreira por 30 dias após o início e depois a cada aumento de dose. A gravidez exige suspensão do tratamento.
Entre os efeitos adversos, destacam-se náusea, constipação, diarreia e vômitos. Os dados sugerem que há variação por fase da menopausa e por subgrupos, o que exige interpretação cuidadosa.
No âmbito clínico, o ganho de peso durante a menopausa envolve avaliação individual. Nem toda mulher precisará de medicamento, mas a orientação médica é essencial para diagnóstico, planejamento e acompanhamento.
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