- Estudo de 2025, apresentado na ASCO, sugere que agonistas do receptor de GLP-1 usados para emagrecer podem reduzir até 30% o risco de câncer de mama.
- A pesquisa analisou 111.646 mulheres com obesidade ou diabetes tipo 2, entre janeiro de 2022 e junho de 2025, comparando quem teve prescrição de GLP-1 com um grupo de controle.
- Na análise principal, a redução de risco foi de 30,5%.
- Em análise secundária, considerando apenas a prescrição inicial, a queda foi de 13,7%.
- Os medicamentos GLP-1, como Ozempic (semaglutida) e Saxenda (liraglutida), podem reduzir peso e inflamação sistêmica, mas a relação causal ainda não está comprovada; ensaios clínicos randomizados estão em andamento.
Um estudo publicado em 2025 aponta que medicamentos para diabetes e emagrecimento podem reduzir o risco de câncer de mama. A pesquisa, conduzida nos Estados Unidos, envolve mulheres com obesidade ou diabetes tipo 2 e usa dados de registros eletrônicos de saúde.
Os resultados indicam que o uso de agonistas do receptor de GLP-1, como Ozempic e Wegovy, está associado a uma diminuição no risco da doença. A análise principal mostrou queda de até 30,5% no grupo que recebeu a medicação, ao parear com pacientes sem o tratamento. Na análise secundária, a redução ficou em 13,7%.
A pesquisa foi apresentada em junho de 2025 durante a reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) e é conduzida pela Universidade da Pensilvânia. Os dados abrangeram 111.646 mulheres, com observação entre janeiro de 2022 e junho de 2025.
O que são os medicamentos GLP-1
Os agonistas do receptor de GLP-1, entre eles a semaglutida (Ozempic) e a liraglutida (Saxenda), mimetizam um hormônio intestinal que regula o açúcar no sangue e promove saciedade. Pesquisas indicam que a proteção contra o câncer pode estar relacionada à perda de peso e à redução da inflamação sistêmica.
Limitações e próximos passos
Por ser estudo observacional, não há confirmação de relação de causa e efeito. Fatores de estilo de vida não medidos podem influenciar os resultados. A pesquisa, publicada no JCO Oncology Practice, sugere associação forte, e ensaios clínicos randomizados estão em andamento para confirmar a relação causal e esclarecer mecanismos.
Este conteúdo foi parcialmente gerado por inteligência artificial e revisado por um editor.
Entre na conversa da comunidade