- A vacina Butantan-DV teve suspensão temporária anunciada após registro de reações adversas graves.
- A Butantan-DV é aplicada em dose única, destinada a pessoas de 12 a 59 anos, e era usada em profissionais de saúde e moradores de três cidades.
- A Qdenga, fabricada pela Takeda, é aplicada em duas doses com intervalo de três meses; no SUS atende crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, e na rede privada, pessoas de 4 a 60 anos.
- Especialista explica que as vacinas são de laboratórios diferentes e utilizam sorotipos distintos, portanto a suspensão da Butantan-DV não interfere na vacinação com a Qdenga.
- Quem recebeu a Qdenga pode tomar a segunda dose normalmente; para confirmar qual imunizante foi aplicado, consulte o histórico no e-SUS ou o cartão de vacinação.
A suspensão temporária da vacina Butantan-DV, anunciada na segunda-feira passada, ocorreu após o registro de reações adversas graves. O Ministério da Saúde pausou a aplicação do imunizante, que é produzido pelo Instituto Butantan, em parte do território nacional. A medida visa investigar possíveis eventos indesejados e manter a segurança da população.
Segundo especialistas, as vacinas em questão possuem fabricantes, públicos-alvo e esquemas distintos. Juarez Cunha, da SBIm, afirma que a Butantan-DV e a Qdenga, da Takeda, são imunizantes diferentes, com bases e sorotipos distintos da dengue. A interrupção da Butantan-DV não impacta a aplicação da Qdenga.
A Butantan-DV é aplicada em dose única, destinada a pessoas de 12 a 59 anos. Até a suspensão, a imunização ocorria em profissionais de saúde e moradores de três municípios: Botucatu (SP), Nova Lima (MG) e Maranguape (CE). A Qdenga exige duas doses, com intervalo de três meses, para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos no SUS e para pessoas de 4 a 60 anos na rede particular.
Quem já recebeu a Qdenga pode completar o esquema com a segunda dose normalmente, segundo Cunha. As reações mais comuns descritas na bula incluem dor no local, febre, dor de cabeça, mal-estar e irritabilidade. Em caso de dúvida, o histórico de vacinação no e-SUS ou o cartão de vacinação devem ser consultados.
A orientação é buscar informações na unidade de saúde onde a dose foi recebida ou consultar o histórico de vacinação para confirmar qual imunizante foi aplicado. A farmacovigilância continua atuante para monitorar eventos adversos em todas as vacinas.
Conforme o especialista, a vigilância de medicamentos e vacinas funciona para detectar sinais de risco e adotar medidas de segurança. A suspensão temporária, segundo ele, é uma medida preventiva para proteger a população enquanto a situação é apurada.
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