Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Vacinação protege vidas e evita retorno de doenças já controladas.

Especialista alerta queda na cobertura vacinal e reforça a necessidade de ampliar proteção de gestantes, crianças e idosos ante vírus respiratórios e risco de reintrodução do sarampo

Os imunizantes foram responsáveis por reduzir significativamente a mortalidade infantil e controlar doenças que marcaram gerações, constituindo um dos maiores avanços da saúde pública – Foto: Freepik
0:00
Carregando...
0:00
  • Dia 9 de junho é o Dia Nacional da Imunização, com foco na conscientização sobre vacinas e na atualização da caderneta.
  • A cobertura vacinal já caía antes da pandemia e, com a Covid-19, a tendência se acentuou, embora tenha apresentado recuperação nos últimos anos.
  • Gestantes, crianças e idosos são grupos prioritários, pois possuem maior vulnerabilidade a complicações de doenças infecciosas.
  • A vacinação contra o sarampo permanece essencial, mesmo com o Brasil livre da doença, devido à circulação do vírus em outros países e ao risco de reintrodução via viagens.
  • A farmacovigilância monitora a segurança das vacinas após a distribuição, podendo suspender temporariamente estratégias de imunização para analisar ocorrências, fortalecendo a confiança pública.

O Dia Nacional da Imunização, celebrado em 9 de junho, reforça a importância das vacinas para a saúde da população e a atualização da caderneta de vacinação. A data busca ampliar a conscientização sobre a prevenção de doenças por meio de imunização.

Especialistas apontam que, mesmo com recuperação gradual da cobertura vacinal, é essencial reforçar a proteção de grupos mais vulneráveis. Gestantes, crianças e idosos costumam apresentar maior risco de complicações por infecções, exigindo atenção contínua.

A professora Marta Heloisa Lopes, da USP, destaca que a queda na vacinação ocorreu antes da pandemia e se agravou com a Covid-19. Segundo ela, campanhas bem-sucedidas reduziram doenças como sarampo e poliomielite, tornando-as menos visíveis.

Ela esclarece que o sucesso das vacinas pode levar à complacência. Quando a doença parece distante, parte da população adia a imunização, o que aumenta a ameaça de surtos diante de vírus circulantes.

Vacinação contra o sarampo e a fluência de vírus respiratórios

Mesmo com o Brasil livre de sarampo, o vírus ainda circula em países como os EUA. Viagens internacionais e grandes eventos internacionais elevam o risco de reintrodução, afirma a especialista. Por isso, manter a cobertura é crucial.

Além disso, vírus como influenza e a própria Covid-19 exigem atualizações periódicas das formulações vacinais. Lopes ressalta que cada faixa etária tem calendário específico, sujeito a revisões para acompanhar mutações.

Segurança e farmacovigilância

A especialista ressalta que todas as vacinas podem apresentar efeitos adversos, em geral raros. A farmacovigilância monitora a segurança após a liberação, investigando cada caso com cuidado.

Ela cita a suspensão temporária de estratégias de imunização quando necessário, como medida de precaução. O monitoramento fortalece a confiança pública na segurança das vacinas.

A médica conclui que ampliar a cobertura vacinal e manter a credibilidade dos imunizantes são passos essenciais para proteger vidas e evitar o retorno de doenças já controlladas no Brasil.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais