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A História por Trás do Primeiro Analgésico à Base de Cannabis

Aprovado na Alemanha, o Exilby mira o mercado dos EUA para substituir opioides no tratamento da dor crônica, buscando um eventual blockbuster

Aprovado na Alemanha, o Exilby mira agora o mercado dos EUA. Para Clemens Fischer, criador do medicamento, o sucesso não é uma opção — é a única alternativa
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  • Exilby, tintura oral à base de cannabis, foi aprovado na Alemanha para dor crônica, com a Vertanical pretendendo chegar ao mercado europeu no outono.
  • O medicamento já recebeu aprovação para comercialização na Áustria, e a empresa mira solicitations no Reino Unido e em toda a União Europeia; Clemens Fischer diz que o Exilby funciona melhor que placebo e opioides.
  • A meta de Fischer é tornar o Exilby o principal analgésico para dor crônica na UE, buscando pelo menos 10% do mercado de opioides.
  • Nos Estados Unidos, o FDA concedeu designação de terapia inovadora e a empresa iniciará estudos de fase III no verão, visando um possível lançamento no maior mercado mundial.
  • O Exilby é um medicamento botânico, contendo mais de cem compostos, e segue a rota regulatória de medicamentos botânicos do FDA; se aprovado, pode se tornar um blockbuster nos EUA, dada a grande população com dor crônica.

Aprovado na Alemanha, o Exilby estreia como o primeiro analgésico botânico derivado da cannabis a chegar ao mercado para dor crônica. A autorização de comercialização veio do Instituto Federal de Medicamentos da Alemanha, com lançamento previsto para o outono europeu pela Vertanical.

Desenvolvido pela Vertanical, o Exilby é uma tintura oral produzida a partir de uma variedade proprietária de maconha. O objetivo da empresa é ampliar o uso médico da cannabis, buscando reduzir a dependência de opioides entre pacientes com dor crônica.

Clemens Fischer, CEO e cofundador da Vertanical, lidera a aposta de expandir para os EUA como passo seguinte. O empresário investiu centenas de milhões de dólares no projeto, que já foi testado em ensaios clínicos europeus com resultados favoráveis em comparação a opioides e a placebo.

A empresa já recebeu aprovação para venda na Áustria e pretende buscar autorização adicional no Reino Unido e na União Europeia. A meta de Fischer é tornar o Exilby o medicamento dominante para dor crônica na UE, reduzindo prescrições de opioides.

Nos Estados Unidos, o mercado é ainda mais promissor. O FDA concedeu ao Exilby a designação de terapia inovadora, com início de estudos de fase III programados para o verão. Se aprovado, o medicamento pode alcançar forte presença no mercado americano.

O cenário norte-americano é relevante: cerca de 120 milhões de prescrições de opioides são emitidas anualmente, e a epidemia associada tem causado milhares de mortes. O Exilby surge como alternativa não opioide com potencial de grande alcance.

Fischer, ex-médico, comanda a Futrue Group, holding que reúne cerca de 20 empresas. A trajetória dele inclui criação e venda de companhias voltadas a medicamentos isentos de prescrição, acumulando uma fortuna na casa de bilhões de dólares.

Historicamente, a cannabis tem enfrentado caminhos regulatórios complexos para virar medicamento. O Exilby entra na via regulatória de medicamentos botânicos do FDA, o que exige avaliação rigorosa de eficácia e segurança em uma população maior.

Mercados de analgésicos não opioides representam espaço de crescimento, especialmente diante da dependência associada aos opioides. Analistas apontam que pequenas participações de mercado já podem gerar impacto financeiro relevante.

A reclassificação recente da cannabis pelo governo americano, que saiu da Lista I para a Lista III, é apontada como fator favorável para a aprovação regulatória nos EUA. A mudança é vista como sinal de maior receptividade a canabinoides medicinais.

Especialistas ouvidos pelo veículo destacam que a eficácia de medicamentos como o Exilby depende de uso adequado e monitoramento contínuo. O potencial terapêutico é reconhecido, mas exige acompanhamento clínico próximo.

Paralelamente, outros grupos atuam no desenvolvimento de tratamentos à base de cannabis, como projetos de CBD e THC para condições diversas. O panorama regulatório e de pesquisa segue em evolução, com avanços em fases clínicas e patentes.

O relatório de mercado indica que o setor de analgésicos não opioides pode oferecer oportunidades relevantes diante do tamanho do mercado de dor crônica, especialmente se o Exilby alcançar aprovação regulatória ampla. A história acompanha o trabalho de pesquisa, aprovação e implementação clínica do medicamento.

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