- No Brasil, cerca de 30 mil crianças nascem anualmente com cardiopatia congênita, e aproximadamente 40% precisam de cirurgia ainda no primeiro ano de vida.
- A condição é a terceira principal causa de óbito no período neonatal, segundo o Ministério da Saúde.
- As cardiopatias congênitas surgem por falhas no desenvolvimento do coração durante as primeiras semanas de gestação, entre a quarta e a oitava semana.
- Exemplos comuns incluem comunicação interventricular, comunicação interatrial, válvula aórtica bicúspide, estenose pulmonar, hipoplasia do coração esquerdo e transposição das grandes artérias.
- O diagnóstico envolve ultrassom morfológico do primeiro e do segundo trimestres e ecocardiograma fetal; após o nascimento, sinais como respiração rápida, cansaço na amamentação, suor excessivo e pele arroxeada indicam necessidade de avaliação, com tratamento que pode incluir cateterismo ou cirurgia.
No Brasil, cerca de 30 mil crianças nascem anualmente com cardiopatia congênita. Entre elas, aproximadamente 40% precisam de cirurgia ainda no primeiro ano de vida, aponta dados do Ministério da Saúde. A condição é a terceira principal causa de óbito no período neonatal.
A cardiologista pediátrica Simone Fontes Pedra, chefe da Seção de Cardiologia Pediátrica do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, explica como surgem as cardiopatias congênitas, os tipos comuns e como identificá-las precocemente. Ela destaca que o desenvolvimento irregular do coração ocorre nas primeiras semanas de gestação.
Causas e desenvolvimento
De acordo com a especialista, as malformações são alterações estruturais presentes desde o nascimento. O processo de formação do coração entre a 4ª e a 8ª semana gestacional falha em alguns casos, levando às cardiopatias.
Principais tipos
Entre as anomalias mais comuns estão: comunicação interventricular, com abertura entre ventrículos; comunicação interatrial, entre átrios; válvula aórtica bicúspide, com dois folhetos; estenose pulmonar, estreitamento da válvula que leva sangue aos pulmões; hipoplasia do coração esquerdo, desenvolvimento incompleto de estruturas do lado esquerdo; e transposição das grandes artérias, com deslocamento das artérias principais.
Detecção e diagnóstico
Condições maternas podem aumentar o risco, como diabetes, hipertensão, hipotireoidismo, infecções e lúpus, além do uso de determinadas substâncias. Na maioria dos casos, não há causa única identificável. O diagnóstico precoce depende de pré-natal adequado, com ultrassons morfológicos no primeiro e segundo trimestres, e ecocardiograma fetal quando há suspeita.
Sinais após o nascimento
Após o nascimento, sinais como respiração rápida, cansaço na alimentação, suor excessivo, ganho de peso inadequado, infecções respiratórias frequentes e pele azulada podem indicar a doença. Com acompanhamento especializado e tratamento adequado, incluindo cateterismo ou cirurgia cardíaca, crianças com cardiopatia congênita podem chegar à idade adulta com boa qualidade de vida.
Perspectivas
A identificação precoce aliada a intervenções médicas adequadas melhora o prognóstico. Profissionais de saúde ressaltam a importância do rastreamento neonatal e do acompanhamento contínuo para reduzir impactos na vida adulta dessas crianças.
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