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Cetesb usa IA e satélites para monitorar poluição nos rios Tietê e Pinheiros

Cetesb usa IA e imagens de satélite para monitorar poluição do Tietê e do Pinheiros, ampliando fiscalização e o acesso público a informações

Trecho do rio Tietê no limite entre São Paulo e Guarulhos
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  • A Cetesb lançou, nesta quarta-feira (10), uma plataforma que usa IA e imagens de satélite para monitorar poluição no Tietê e no Pinheiros, com acesso aberto ao público.
  • O monitoramento abrange cerca de mil quilômetros do rio e de seus tributários, incluindo reservatórios, apresentado em mapa com escala de cores da poluição.
  • Também são exibidas praias públicas ao longo do rio, como Sabino, com disponibilidade ainda limitada de trechos para verificação, e expansão prevista.
  • O projeto faz parte do programa IntegraTietê, com foco em despoluição, revitalização e apoio à fiscalização.
  • As tecnologias envolvidas incluem imagens dos satélites Sentinel-2 e Sentinel-3 para reservatórios, imagens da Planet para o curso do rio e parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, com contrato de aproximadamente 180 mil reais e aquisição de imagens via Orbit, em pouco mais de 1 milhão de reais.

O governo paulista, por meio da Cetesb, lançou um sistema de monitoramento de poluição no rio Tietê e no rio Pinheiros, utilizando inteligência artificial e imagens de satélite. A plataforma, aberta ao público, começou a operar neste ano sob o guarda-chuva do programa IntegraTietê.

O objetivo é ampliar a fiscalização ambiental, identificar pontos de poluição e tornar dados de qualidade da água acessíveis para a população. A ferramenta cobre aproximadamente 1.000 km de rios, seus tributários e reservatórios, com um mapa que mostra o nível de contaminação por cores.

A plataforma disponibiliza ainda trechos de praias de banho ao longo das margens, como a praia de Sabino, no interior. O acesso público deve se ampliar, com inclusão de novas áreas ao longo do tempo, conforme avançam as etapas do projeto.

Como funciona o monitoramento e o que é observado

A solução usa imagens de satélite e IA para detectar mudanças nos padrões de poluição, apontando potenciais ligações clandestinas de despejo de efluentes. O monitoramento foca principalmente matéria orgânica dissolvida colorida e sinais de eutrofização nos trechos médios e baixos do Tietê.

Satélites de diferentes plataformas compõem a análise: Sentinel-2 e Sentinel-3 identificam áreas de reservatórios, enquanto imagens da Planet, com apoio esporádico da Firefly, detalham o curso do rio. O INPE é parceiro da iniciativa, com convênio de 12 meses e recursos de apoio à pesquisa.

Parcerias, custos e perspectivas

A ferramenta foi desenvolvida pela Orbit, com supervisão da Cetesb, e envolve investimento em torno de R$ 180 mil do INPE para monitorar eutrofização. O contrato com a Orbit prevê pouco mais de R$ 1 milhão, principalmente para aquisição de imagens. A ideia é manter a continuidade do monitoramento em novos formatos no futuro.

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