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China planeja 10.000 robôs humanoides em uso comercial até 2026

China mira dez mil robôs humanoides em uso comercial até 2026, com diretriz que obriga governos locais a testar inteligência artificial em setores-chave

Na imagem, robô chinês da operando em loja em Xiamen
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  • China mira colocar mais de 10.000 robôs humanoides em uso comercial até o final de 2026, com foco em manufatura, logística, varejo e saúde.
  • Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação e a Comissão de Supervisão e Administração de Ativos Estatais emitiram uma diretriz conjunta que obriga governos locais e empresas estatais a testar e integrar IA nesses setores.
  • O plano incentiva o modelo “Robô Humanoide como Serviço” para reduzir barreiras de adoção, com pagamento por desempenho ou contratos de leasing operacional.
  • As ações acompanham um boom de investimentos em IA integrada, com 2,9 bilhões de dólares captados no primeiro trimestre de 2026 em grandes negócios de private equity.
  • A iniciativa também envolve criação de conjuntos de dados abertos, grandes fábricas de coleta de dados e um sistema unificado de identificação de robôs para gerenciar o ciclo de vida e a colaboração humano-máquina.

China lança diretriz para acelerar robótica humanoide e IA incorporada, com meta de 10.000 unidades em uso comercial até 2026. Ministério da Indústria e TI, junto com a Comissão de Supervisão e Ativos Estatais, emitiu a orientação na terça-feira (9 jun 2026). Governo local e estatal devem testar IA em manufatura, logística, varejo e saúde.

A medida pretende reduzir barreiras por meio de um modelo de negócio de “Robô Humanoide como Serviço”, com pagamento por desempenho ou leasing operacional. O plano prevê mais de 100 cenários de aplicação de alto valor agregado.

A estratégia acompanha a fase de comercialização iniciada no fim de 2025, com parcerias entre fabricantes e indústrias. Nomes como Xiaomo, Zhiyuan Robotics, X Square Robot e Robotera aparecem em testes ou implementações recentes.

Investimento e expansão

No início de 2026, um boom de capital impulsionou o setor. US$ 2,9 bilhões foram captados em 16 operações de private equity na Grande China no 1º trimestre. Startups como Galbot e Galaxea AI atingiram avaliações acima de 20 bilhões de yuans.

Unitree Technology recebeu aprovação regulatória em 1º de junho para uma IPO que visa levantar 4,2 bilhões de yuans. O governo incentiva ainda a criação de datasets abertos e grandes fábricas de coleta de dados para sustentar os modelos de IA.

Instalações de grande escala em Shanghai, Tianjin e Fujian foram inauguradas, com parcerias de PaXini Tech e Joyful Embodied. O regulador também instituiu um sistema de identificação único para robôs, para gerenciar ciclo de vida e segurança entre humanos e máquinas.

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