- Estudo publicado na JAMA Psychiatry avaliou ocitocina (hormônio do amor) associada à intimidade física, com melhora em marcadores de estresse e na reparação da pele.
- O estresse eleva cortisol, aumenta inflamação, gera radicais livres e reduz produção de colágeno, prejudicando a pele.
- Momentos de afeto liberam ocitocina, serotonina e dopamina, hormônios que ajudam a regular a resposta ao estresse.
- A redução do estresse facilita a recuperação da pele, segundo os especialistas, sem substituir cuidados cosméticos.
- Sono adequado, prática de atividades físicas e relações saudáveis complementam os cuidados com a pele e a aparência.
O amor ganha respaldo científico para além do afeto. Um estudo clínico, publicado na JAMA Psychiatry, avaliou o papel da ocitocina aliada à intimidade física na resposta ao estresse e na reparação da pele. Os dados indicam melhoria em marcadores fisiológicos do estresse e na recuperação cutânea.
A pesquisa envolveu acompanhamento de voluntários expostos a situações de estresse, com monitoramento de hormônios e indicadores dermatológicos. Os resultados apontaram que a combinação de ocitocina e vínculo afetivo reduz sinais de estresse e favorece a renovação da pele.
Dermatologista Natasha Crepaldi explica que o estresse acelera o envelhecimento facial ao aumentar cortisol, inflamação e radicais livres, além de prejudicar o colágeno. O estudo reforça que vínculos afetivos modulam respostas biológicas ao estresse.
No aspecto biológico, momentos de proximidade emocional estimulam a liberação de ocitocina, serotonina e dopamina. Esses hormônios ajudam a regular a resposta do organismo ao estresse, segundo a autora. Com menos estresse, a pele reage melhor à recuperação.
O artigo destaca que o cuidado com a pele não se resume a cosméticos. Embora procedimentos estéticos avancem, hábitos como sono adequado, prática física regular e relações saudáveis também influenciam o aspecto facial. O equilíbrio emocional é citado como aliado da aparência.
O estudo contribui para entender como fatores psicossociais impactam a saúde cutânea. A pesquisa reitera que o cuidado diário não substitui proteção solar ou hidratação, mas ajuda a manter a pele mais resistente a danos quando o estresse é controlado.
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