- Hip dips, ou depressões trocântericas, são as reentrâncias entre o iliac crest e o trocânter maior, resultado da estrutura óssea, musculatura e gordura da região; são normais e afetam homens e mulheres, com presença influenciada pela genética.
- Exercícios que visam o glúteo médio costumam ser recomendados, como abdução de quadril de lado, clam de quadril lateral, abdução em pé e pontes, porém não há garantia de eliminação das depressões.
- Ao ganhar músculo na região, os ossos podem ficar mais visíveis e a depressão pode parecer mais marcada; o tecido conjuntivo (fásia) ajuda a manter a separação entre músculo e osso.
- Existe risco de microtrauma com exercícios excessivos, podendo levar à síndrome dolorosa do trocânter maior, que afeta quadril, coxa e nádega e envolve reparo tecidual com possível queda de força.
- Opções cosméticas existem: transferência de gordura (invasiva) e injeções de ácido hialurônico (menos invasivas, temporárias); porém resultados não são permanentes e requerem retoques.
Hip dips, ou depressões trocantéricas, são recortes naturais que aparecem entre o quadril e a coxa. O formato varia conforme estrutura óssea, músculos e quantidade de gordura. Em resumo, são em grande parte hereditários.
Estimativas indicam que algumas pessoas percebem o contorno como disruptivo. O que é considerado belo difere entre culturas e indivíduos, e muitos buscam alterações estéticas.
Anatomia e causas
Os hip dips surgem pela distância entre a crista ilíaca do quadril e o trocânio maior da coxa. A visibilidade depende da anatomia óssea e da musculatura ao redor, especialmente o glúteo médio, que fica acima da depressão.
Exercícios comuns visam o glúteo médio. Entre eles estão abduções de quadril de lado, clam de quadril, abdução em pé com resistência e exercícios de peso corporal como agachamentos e avanços.
Por que nem sempre funcionam
Ao aumentar músculo e reduzir gordura na região, os ossos podem ficar mais aparentes, mantendo parte da depressão. Além disso, o tecido conjuntivo fascia mantém as estruturas separadas, garantindo que parte da depressão permaneça.
Riscos a considerar
Exceder exercícios para o glúteo médio pode causar microtrauma e dor na região do trocânter. A condição associada, o trocanterite dolorosa, é mais comum em mulheres e pode exigir recuperação médica.
Opções cosméticas
Para resultados mais rápidos, existem opções estéticas. A transferência de gordura envolve retirar tecido de outras áreas e inserir na depressão. Riscos incluem infecção, perda de gordura e, em casos raros, embolia de gordura.
Alternativas menos invasivas envolvem injeções de ácido hialurônico, que aumentam o volume temporariamente. Os resultados não são permanentes, exigindo repetições ao longo do tempo.
Considerações práticas
Apesar de ajustes visuais, não há método não cirúrgico para eliminar totalmente o hip dip. Isso porque ele é uma característica óssea. Exercícios podem moldar a musculatura, com benefícios limitados para a depressão em si.
Contexto de estudo
O texto que embasa esta chamada é de The Conversation, com revisão de anatomia por especialistas. O material destaca que a ideia de “corpo perfeito” varia e que a resposta mais simples costuma ser aceitar a própria anatomia.
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