- Raposa-anã de Cozumel reapareceu na ilha após mais de vinte anos sem registros visuais confirmados.
- Fotografias publicadas em 4 de maio, no estudo da revista Neotropical Biology and Conservation, comprovam a sobrevivência da espécie.
- As imagens mostram um macho adulto e foram obtidas na Reserva Estadual Laguna Colombia, um dos habitats mais prováveis da espécie.
- A raposa é endêmica da ilha e é significativamente menor que as raposas continentais, com evidências históricas de tamanho reduzido por evolução isolada.
- Pesquisadores destacam que o registro fotográfico reabre caminhos para a proteção do animal, antes visto com incerteza ou risco de extinção.
Uma raposa-anã-de-Cozumel foi fotografada pela primeira vez em mais de 20 anos, confirmando a sobrevivência da espécie na ilha mexicana de Cozumel, Caribe. O registro aparece em estudo publicado em 4 de maio na revista Neotropical Biology and Conservation.
O trabalho envolve pesquisadores liderados por Travis Bayer, da Pathos Publishers, e o fotógrafo Rafael Chacón, da Fundação de Parques e Museus de Cozumel. As imagens vêm de uma série de registros recentes que comprovam a presença do animal após décadas de ausência de provas visuais.
O avistamento ocorreu em setembro de 2023, na Reserva Estadual Laguna Colombia, uma área natural protegida na ilha. A região já havia sido ponto de avistamento histórico da raposa em 1995 e 2001, e é considerada entre os habitats mais prováveis para a espécie.
Detalhes do registro fotográfico
As fotografias tiradas por Chacón mostram um macho adulto em diferentes ângulos, incluindo corpo inteiro, perfil e close. Após a publicação científica, o registro deixa de ser relato isolado e passa a compor um registro permanente da espécie.
Especialistas lembram que a raposa-anã-de-Cozumel ainda não foi descrita formalmente como espécie e não possui proteção legal específica. Ossos encontrados em sítios maias indicam que a espécie é muito menor que as raposas continentais, apontando para milhares de anos de evolução isolada.
Desafios da observação
Levantamentos anteriores com armadilhas fotográficas usavam iscas genéricas e capturavam vários animais, o que dificultava a detecção da raposa rara. Técnicas mais direcionadas, com monitoramento prolongado e câmeras bem posicionadas, são consideradas essenciais para confirmar a presença contínua da espécie.
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