- A prefeitura de salvador decretou emergência ambiental na praia de são tomé de paripe por contaminação química, com validade inicial de noventa dias.
- A área afetada foi definida pela defesa civil; estudos do instituto do meio ambiente identificaram metais pesados, como ferro, cobre e zinco, em moluscos.
- A contaminação é associada a atividades de empresas Gerdau e Intermarítima, com impactos na faixa litorânea da região.
- Pescadores e marisqueiras enfrentam perda de renda; muitos foram trabalhar em reciclagem e outras atividades informais.
- Em saúde, autoridades orientam evitar consumo de peixes e mariscos da área, além de banho e contato com a água; há monitoramento e ações educativas em andamento; há possibilidade de reconhecimento federal da emergência para liberar recursos.
A Prefeitura de Salvador decretou situação de emergência ambiental na praia de São Tomé de Paripe, no Subúrbio Ferroviário, após identificação de contaminação química na área costeira. A medida, publicada em decreto na segunda-feira, 8 de junho, terá validade inicial de 90 dias.
A Defesa Civil de Salvador delimitou a área atingida, enquanto o Inema indicou altos níveis de metais pesados em organismos marinhos coletados na região. Ferro, cobre e zinco foram encontrados principalmente em moluscos como ostras e mexilhões.
A contaminação está associada a atividades de empresas locais, segundo o decreto, com impactos na faixa litoral de Paripe. A prefeitura mobiliza órgãos públicos para contenção, assistência à população e recuperação ambiental.
Motivações e riscos
O documento classifica o episódio como desastre ambiental em ambientes marinhos, fluviais, lacustres e aquíferos. A vigilância sanitária já alerta para riscos à saúde humana decorrentes da exposição aos químicos.
A Secretaria Municipal de Saúde acompanha notificações de possíveis casos de intoxicação. Equipes reforçam ações educativas e monitoramento de sintomas entre moradores e trabalhadores da região.
Estudos apontam que as substâncias podem provocar irritações na pele, náuseas e problemas gastrointestinais. As autoridades pedem cautela aos cidadãos que atuam na área.
Impactos e orientação à população
Pescadores e marisqueiros enfrentam queda de renda, com muitos buscando atividades alternativas. A associação local informou que parte do contingente migrou para reciclagem e serviços informais.
Entre as recomendações oficiais estão evitar consumo de peixes e mariscos da área, não entrar no mar para banho ou pesca e reduzir contato com a água em caso de contaminação suspeita.
Quem apresentar sintomas como coceira, manchas na pele, náusea ou dificuldade respiratória deve buscar atendimento médico imediato. A SMS mantém vigilância e orientações aos moradores.
Próximos passos
Com o decreto vigente, a prefeitura pode solicitar reconhecimento federal da situação de emergência, abrindo caminho a recursos para assistência e recuperação ambiental. A gestão municipal segue monitorando a evolução dos estudos técnicos.
Novas medidas poderão ser adotadas conforme os resultados das análises e o andamento das ações de contenção e mitigação. A administração deixa claro que o monitoramento continuará até a conclusão das perícias.
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