- A Embrapa entregou 24 sementes brasileiras ao Svalbard Global Seed Vault, totalizando 8.149 amostras desde 2012, incluindo caju, fava, amendoim, mamona e gergelim, armazenadas a 18 graus negativos.
- O Svalbard Vault fica em Longyearbyen, com três câmaras a 120 metros de profundidade, capacidade total de 2,5 bilhões de sementes e acessos históricos mantidos com segurança.
- O Brasil iniciou as remessas em 2012 com arroz e milho; em 2025 foram adicionadas 2.701 amostras de arroz e feijão e 59 variedades da Associação dos Guardiões de Ibarama, ampliando a presença brasileira no cofre.
- O depósito de fevereiro de 2026 elevou o total para 1.386.102 amostras de mais de cinco mil espécies, vindas de 223 países; Guatemala e Níger depositaram pela primeira vez.
- A comitiva brasileira assinou carta de intenções com o Instituto Norueguês de Pesquisa em Bioeconomia e houve visitas a Nofima e à Universidade Norueguesa de Ciências da Vida, em Ås.
A presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, entregou pessoalmente 24 novas amostras de sementes brasileiras ao Svalbard Global Seed Vault, o maior armazém mundial de germoplasma. A remessa ocorreu em 10 de janeiro, na Noruega, durante uma missão que reuniu representantes brasileiros e instituições parceiras.
Com as novas adições, o acervo brasileiro totaliza 8.149 amostras depositadas no silo subterrâneo de Longyearbyen, a 120 metros dentro de uma montanha. As sementes vieram de culturas como caju, fava, amendoim, mamona e gergelim. Embrapa é a única instituição autorizada a retirar seus próprios materiais do cofre.
A operação envolve caixas lacradas, cada uma contendo aproximadamente 500 sementes, enviadas em embalagem aluminizada e mantidas a -18 °C. O objetivo é preservar a biodiversidade genética para enfrentar mudanças climáticas e futuras demandas agrícolas.
O Svalbard Global Seed Vault fica a cerca de 1.3 mil quilômetros do Polo Norte e está configurado para resistir a desastres naturais, conflitos e variações climáticas. O cofre foi inaugurado em 2008 e hoje abriga mais de 1,38 milhão de amostras de milhares de espécies de todo o mundo.
O que é o Svalbard Global Seed Vault
O espaço opera em parceria entre o Ministério da Agricultura da Noruega, NordGen e o Crop Trust. Sua função é atuar como reserva de sementes em caso de perda de estoques locais. Até hoje, houve saques exclusivos do acervo, como o ocorrido em 2015 com sementes do ICARDA, diante de conflitos no Oriente Médio.
Brasil e cooperação internacional
Desde 2012, o Brasil deposita sementes no vault, incluindo arroz, milho, feijão, trigo e variedades de agricultores familiares do Rio Grande do Sul. Em fevereiro de 2025, foram adicionadas 2.701 amostras de arroz e feijão, mais 59 variedades da associação Guardiões de Ibarama, com apoio do projeto BOLD da Crop Trust.
Além de ampliar o acervo, a comitiva brasileira assinou uma Carta de Intenções com o Instituto Norueguês de Pesquisa em Bioeconomia (NIBio, no Brasil), para cooperações em produção sustentável de alimentos e conservação de recursos naturais. A visita incluiu ainda o Nofima e a Universidade de Ciências da Vida da Noruega, em Ås.
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